Filmes

Adágio Sostenuto

O processo de queda, redenção e renascimento na vida de uma mulher, através da percepção, compreensão e aceitação da transcendência e eternidade do amor. O filme tem como ponto de partida sete meses na vida da cineasta Anna Maria Morelli, casada há 15 anos com o historiador e roteirista José Morelli, quando ambos estão envolvidos na produção do seu novo filme, que também se chama Adágio Sostenuto, termo que em linguagem musical significa “movimento lento e sustentado”, cujo último plano mostra os protagonistas, um casal de velhos professores de história aposentados, em uma praia deserta, à noite, na iminência de tirarem a própria vida.

Ficha Técnica

Título original: Adágio Sostenuto
Gênero: Drama
Duração: 106 min.
Lançamento (Brasil): 2009
Distribuição: Pipa Produções
Direção: Pompeu Aguiar
Assistente de direção: Maria Continentino
Roteiro: Paulo Coriolano e Pompeu Aguiar
Produção: Ana Cristina Sauwen e Pompeu Aguiar
Produtores executivos: Ana Cristina Sauwen e Pompeu Aguiar
Direção de produção: Ellen Dias
Assistentes de produção: Tiago Morenno e Nane Martins
Co-produção: Cassandra Filmes
Música:
Som: Maria Muricy
Som direto: José Moreau Louzeiro
Fotografia: Antônio Luiz Mendes
Still: Marcelo Jesuino
Desenho de produção: Ellen Dias
Direção de Arte: Isabel Paranhos
Edição: Maria Continentino e Pompeu Aguiar
Maquiador: Vavá Torres
Continuísta: Glaucia Pelliccione
Animação: Patrícia Tebet e Alexandre F. Martins

Elenco

Dedina Bernadelli (Anna Maria Morelli)
Alexandre Borges (José Morelli)
Priscilla Rozenbaum (Mariana)

Pôsters

Premiações

- Prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Cinema Brasileiro de Los Angeles. - Prêmio de Melhor Atriz (Dedina Bernadelli) no Curta-SE - Festival Ibero-Americano de Sergipe.

Curiosidades

- O filme foi captado e finalizado em HDCam, entre julho de 2005 e janeiro de 2008, no Rio de Janeiro.

- Sinopse extendida:
Adágio Sostenuto desenvolve, em três atos, o processo de queda, redenção e renascimento na vida de uma mulher, através da percepção, compreensão e aceitação da transcendência e eternidade do amor. O filme tem como ponto de partida sete meses na vida da cineasta Anna Maria Morelli, casada há 15 anos com o historiador e roteirista José Morelli, quando ambos estão envolvidos na produção do seu novo filme, que também se chama Adágio Sostenuto, termo que em linguagem musical significa “movimento lento e sustentado”, cujo último plano mostra os protagonistas, um casal de velhos professores de história aposentados, em uma praia deserta, à noite, na iminência de tirarem a própria vida.
No primeiro ato, José sugere que o final do roteiro que escreveram contenha a idéia da eternidade do amor. Ele acredita que o amor transcende todas as barreiras, inclusive a da morte. Para tanto, acrescenta duas frases ditas pelos velhos antes de se suicidarem, o som dos tiros e um prolongamento na imagem da praia. A idéia é discutida e analisada com Anna, que diverge completamente de José. Ela não quer os tiros, nem acredita na transcendência do amor. Ao final, a opinião dela prevalece.
Sete meses depois, na noite em que o último plano está sendo rodado, José, ao deixar o estúdio, leva um tiro durante um assalto quando pára o carro num sinal de trânsito. Avisada, Anna ainda chega a tempo de testemunhar, impotente e desesperada, a morte do marido. A produção do filme é, então, paralisada.
O segundo ato se passa três semanas depois da morte de José, na noite que antecede a continuação da filmagem do plano interrompido, o único que falta para concluir a filmagem. Durante esse tempo, Anna desenvolveu um processo compulsivo em relação à morte de José e, ao estudar as pesquisas e anotações do marido sobre a Guerra do Pacífico e o posterior desenvolvimento dos EUA como império após a 2ª Guerra Mundial, através de processos invasivos bélicos e financeiros, ela vai ficando cada vez mais abalada com o assassinato dele, ao mesmo tempo em que percebe e se torna plenamente consciente do significado da idéia da eternidade do amor.
Nesta véspera, em seu escritório, Anna conversa com Mariana, produtora do filme e amiga do casal há muito tempo, que tenta despertá-la do estado de letargia e abatimento em que se encontra. Mas Anna, seguindo na direção do que ela considera um encontro marcado com José, pretende se matar naquela noite. Para não deixar o seu trabalho inacabado, ela diz a Mariana que não há necessidade de filmar mais nada, que o filme já está pronto, bastando para isso utilizar todo o material filmado e montá-lo de acordo com o roteiro até o final do penúltimo plano, quando o casal de velhos sai do seu apartamento para o suicídio na praia, acrescentando então uma das frases que José havia sugerido e com isso desenvolvendo, de um modo diferente do que ele havia formulado, a idéia da transcendência do amor. Mariana, que nunca soube da conversa entre José e Anna a respeito do assunto, não concorda.
De volta para casa, sozinha e submersa em seu mundo interior de culpa, dor e saudade, Anna escreve uma carta de suicídio. Na carta, ela afirma que agora compreende a idéia da transcendência e da eternidade do amor e une o seu suicídio ao suicídio dos velhos do seu filme, estabelecendo um paralelo com o desfecho proposto por José.
Para Anna, os dois velhos professores já não são apenas os personagens de um filme que ela escreveu com o seu marido, mas sim a representação daquilo que eles desejavam, envelhecer juntos, o “movimento lento e sustentado” que o título significa, e que foi brutalmente interrompido. Anna também vê na inviabilidade que atingiu o casal de velhos uma semelhança com o que acontece com ela desde que José morreu, e, como na última cena proposta por ele, não encara mais a morte como uma resignação e um final em si, mas como um rito de passagem para a transcendência e a eternidade do amor, ao contrário de tudo que ela pensava e sentia anteriormente.
A convulsão interna de Anna vai aumentando até que, no momento decisivo, com o revólver encostado na cabeça, ela não tem coragem de disparar o gatilho. Ela desiste de se matar. Ela não pode se matar. O único modo de José continuar vivo é Anna seguir em frente e terminar o filme que escreveu com ele. A história dos velhos, que simboliza a história do século passado e a luta contra todas as formas de esquecimento, precisa ser contada. Ela precisa sobreviver. E a última coisa que eles criaram juntos vai sobreviver.
No terceiro ato, sozinha em sua casa, ao tomar um banho, se preparando para ir para o estúdio, Anna começa a se sentir culpada por achar que traiu o amor que sente por José e não ter tido coragem de ir até o fim. Após a noite anterior, Anna é uma ruína emocional. Diante do espelho, atormentada e angustiada com o seu ato de recusa, ela é tomada por uma violenta crise, quebrando tudo ao seu redor e acabando por ir ao chão. Sem mais encontrar forças para sustentar sua decisão, em seu desamparo e desespero, ela vê José surgir a sua frente e estender a mão para levantá-la.
Anna vai para o estúdio e, trancada no camarim, diante de outro espelho, lembrando-se do último dia de filmagem com o seu marido ainda vivo, ela tem um derradeiro instante de dúvida e começa a conversar com José em forma de oração. A última etapa do processo acontece. Anna aceita a idéia da transcendência e da eternidade do amor. E finalmente entende o inexplicável. Porque ela sente. E aceita o que sente. Ela vai para o set e conclui a filmagem com o final sugerido por José no início. A memória daquele amor vence. Anna sobrevive. O amor é eterno.

Busca

Fotos

Ajude a manter o site

O site não possui mais nenhum investidor ou patrocínio de empresas, depende apenas da ajuda dos leitores. Por Favor contribua com qualquer quantia e ajude a divulgar a cultura nacional.

Assine nossa Newsletter
* indicates required
Vem com a gente no Twitter!

Filmes Mais Visitados

Chico Xavier - Uma Vida de Amor

Gênero: Drama
Ano: 2010
Diretor: Daniel Filho

Quincas Berro D'Água

Gênero: Comédia
Ano: 2010
Diretor: Sérgio Machado

Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos

Gênero: Drama
Ano: 2010
Diretor: Paulo Halm

As Melhores Coisas do Mundo

Gênero: Comédia
Ano: 2010
Diretor: Laís Bodanzky

O Contador de Histórias

Gênero: Drama
Ano: 2009
Diretor: Luiz Villaça
Meu Cinema Brasileiro

design por: Hutcheson Design