Os Arturos

Filme sobre a comunidade de negros de Contagem, Minas Gerais, que realiza uma das mais populares manifestações culturais banto-católicas do interior do Brasil: o congado. Através dos cantos e da dança dos rituais do congado, a comunidade dos Arturos, descendentes do escravo alforriado Artur Camilo Silvério, preserva valores e tradições transmitidos por seus antepassados. Três vezes por ano, eles encarnam reis, rainhas e vice-reis do congado. No resto do tempo, são lavradores, motoristas, domésticas, vigias noturnos.
Ficha T�cnica
T�tulo Original: Os Arturos
G�nero: Documentário
Dura��o: 60 min.
Lan�amento (Brasil): 2003
Distribui��o: Grupo Novo de Cinema e TV
Dire��o: Thereza Jessouroun
Roteiro: Thereza Jessouroun
Produ��o: Thereza Jessouroun
Co-produção: Kino Filmes Produções Art. e Cinem. Ltda
M�sica: Arturos
Som: Ivan Capeller, Cristiano Maciel e Valéria Ferro
Fotografia: Reinaldo Zangrandi, Lula Araújo e Fred Rangel
Edição: Simone Petrillo, Thereza Jessouroun, Diana Vasconcellos e Rodrigo Lima
Eletricista: Mauro Roberto Siqueira
Maquinista: Rodney Pereira dos Santos
Elenco
Moradores da Comunidade dos Arturos
P�sters
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Premia��es
- Prêmio Margarida de Prata da CNBB, 2003.
Curiosidades
- Sinopse completa
Filme sobre a comunidade de negros de Contagem, Minas Gerais, que realiza uma das mais populares manifestações culturais banto-católicas do interior do Brasil: o congado. Através dos cantos e da dança dos rituais do congado, a comunidade dos Arturos, descendentes do escravo alforriado Artur Camilo Silvério, preserva valores e tradições transmitidos por seus antepassados. Três vezes por ano, eles encarnam reis, rainhas e vice-reis do congado. No resto do tempo, são lavradores, motoristas, domésticas, vigias noturnos. O ciclo das festas, com seus cantos e danças, transmitidos de geração para geração, rege a coesão e a identidade do grupo, ajudando a preservar valores universalemte aceitos como fundamentais: o culto aos antepassados, o respeito aos mais velhos, a justiça, o amor ao próximo, a importância do trabalho e da educação dos filhos. Com 60 minutos, o documentário acompanha as festas da Libertação da Escravidão (Maio), de Nossa Senhora do Rosário (Outubro) e do João do Mato (Dezembro), flagrando rituais que ligam o humano ao divino, num rico painel visual e sonoro. Na dimensão do cotidiano, os Arturos falam da sua organização social, que, apesar de integrada à atualidade, tem na tradição o alicerce de uma vida digna e saudável. Uma forma de resistência da cultura negra em Minas Gerais.