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Bombonzinho

Um velho professor e seu genro, um advogado, armam um plano para cair na farra, fingindo viajar para São Paulo a negócios. A família lê nos jornais sobre um acidente no expresso Rio-São Paulo. Para tornar mais verídica sua estória, os dois voltam para casa fingindo-se feridos, quando o rádio corrige a notícia, dizendo que o acidente, na verdade, foi com um trem em Minas Gerais, o que compromete seriamente a dupla, que, espertamente, mais uma vez consegue se safar.

Ficha Técnica

Título original: Bombonzinho
Gênero: Comédia
Duração: 85min.
Lançamento (Brasil): 1938
Distribuição: Distribuidora Nacional
Direção: Mesquitinha ou Joracy Camargo
Roteiro: Joracy Camargo
Produção: Alberto Byington
Co-produção: Sonofilmes
Fotografia: Manoel Ribeiro
Câmera: Francisco de Almeida Fleming
Sonografia: Moacyr Fenelon
Cenografia: Hipolito Collomb Montagem: Francisco de Almeida Fleming

Elenco

Dircinha Batista
Oscarito
Palmeirim Silva
Conchita de Morais
Lú Marival
Augusto Henriques
Nilza Magrassi
Thamar Moema
Batista Júnior
Custódio Mesquita
Maria Grillo
Mesquitinha
Francisco Moreno
Ana de Alencar

Pôsters

Premiações

-

Curiosidades

- Segundo o pesquisador José Leão Leite o filme é baseado no peça teatral homônima e direção de Joracy Camargo. E a Cinemateca Brasileira da como baseada na peça teatral Bombonzinho de Viriato Correia e direção de Mesqitinha.

- Canções: Fon Fon, Tralalá e Ciúme sem razão, de Alberto Ribeiro e João de Barro

- Censurado entre 16 e 30.09.1937.Trailer censurado entre 01 e 15.09.1937.

- Local de lançamento Alhambra, no Rio de Janeiro em 23/09/1937.

- Exibido em São Paulo de 22 a 28.11.1937, no Broadway; de 13 a 19.12.1937, no Olímpia; de 20 a 22.12.1937, no Paulista; de 27.12.1937 a 02.01.1938, no Roial; de 27 a 29.12.1937, no Lux; de 06 a 09.01.1938, no São Pedro; de 12 a 13.01.1938, no São Caetano; de 19 a 20.01.1938, no Mafalda; de 24 a 27.01.1938, no Cambuci; de 30.01 a 01.02.1938, no Recreio; de 07 a 09.02.1938, no Astúrias; de 04 a 06.3.1938, no Rialto; de 01 a 03.04.1938, no Moderno; de 08 a 10.04.1938, no São José e a 25.10.1938, no Paulistano.

- Lançado em Curitiba a 24.04.1938, no Palácio.

- "Conta a engraçada aventura de um advogado e de um professor já avançado em idade e noivo há muitos anos de sua prima, que arquitetam um plano para poderem livremente e longe daqueles que não os perdem de vista, gozar as delícias de uma farra grossa. O plano ideado consiste numa viagem a São Paulo (êles moram no Rio). Os nossos pândegos põem em prática a planejada viagem. As malas são cuidadosamente feitas pelas suas amadas. As despedidas e as recomendações costumeiras não faltam e eles embarcam para... desembarcarem na próxima estação. O que os patuscos não contavam era com um desastre do noturno paulista, que é divulgado pelos jornais. As mulheres ficam desesperadas. Reunidas em conselho íntimo de família formam conjecturas sobre o que teria acontecido aos seus queridos que, em verdade, ignorantes do que se passava, gozavam naquele momento as delícias de uma pândega à beira mar, e cercados de belas ninfas. Um amigo da família, senhor da situação e do 'bluf' dos farristas, os avisa da inoportuna ocorrência, assim que os pseudos passageiros vitimados, fingindo-se feridos e machucados, regressam ao lar, inquietados pelo lastimável acidente. Tudo é explicado e contado por miúdo. Quando parece que o assunto está terminado e os espíritos serenados, eis, porém, que outra notícia vem perturbar o sossego dos dois piratas. É que o desastre... não se dera com o noturno paulista, mas sim... com o mineiro. E como os nossos homens embarcaram para São Paulo... surgem daí novas dificuldades a serem contornadas. Os comentários e os diz-que-diz das mulheres azedam ainda mais a situação do professor e do advogado; querendo aquêle confessar a verdade e êste se insurgindo a esta decisão. Afinal, o advogado encontra uma saída heróica que põe em cheque todas as insinuações maldosas. Ele 'confessa' que, em verdade, não tinham embarcado para São Paulo, mas sim para Belo Horizonte, para onde iam afim de salvar de uma dificuldade o seu cunhado. E como este havia pedido segrêdo, assim procederam. Dois a zero. Desta forma a gozadíssima dupla de piratas convence suas queridas e amadas esposa e noiva. Termina tudo bem". (Texto inédito depositado no arquivo pessoal Jean-Claude Bernardet na Cinemateca Brasileira, citando Cine-repórter, 16.12.1937)

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