Chico Viola N�o Morreu

Desde pequeno, Chico Viola sente forte inclina��o para o canto, exibindo-se em bares pouco recomendáveis. Mas é descoberto pelo pai, que o proibe do violão. Aos 20 anos foge de casa indo para um circo, como acompanhante de Marina, uma cantora muito bonita. Com a morte do pai, retorna para casa e torna-se o chefe da família, sujeitando-se a todo e qualquer emprego. É descoberto em um bar, quando cantava e levado ao teatro musicado. Tornase sucesso indiscutível. Quando fazia sua primeira grava��o, encontra-se com Marina, agora famosa cantora, e passam a viver juntos. Ela abandona-o depois, trocando-o pela sua carreira, que sentia estar em declínio. Chico conhece, então, Maria, a verdadeira paixão de sua vida. Sua vitoriosa carreira é interrompida por um acidente na Via Dutra, quando seu buick choca-se com um caminhão.
Ficha T�cnica
T�tulo original: Chico Viola Não Morreu
G�nero: Drama
Dura��o:
Lan�amento (Brasil): 1955
Distribui��o: U.C.B. - União Cinematográfica Brasileira
Dire��o: Román Vañoly Barreto
Roteiro: Gilda de Abreu
Produ��o: Eduardo Devoto
Gerente de produ��o: Guido Martineli
Co-produ��o: Atlântida Cinematográfica (RJ) e Sono Film (Buenos Aires)
M�sica: Lírio Panicali
Sonografia: Aloysio Vianna
Fotografia: Adolfo Paz Gonzalez
Cenografia: José Cajado Filho
Montagem: Waldemar Noya
Elenco
Cyll Farney (Francisco Alves)
Eva Wilma
Inalda de Carvalho
Wilson Grey
Paulo Montel
Heloisa Helena
José Melo
Sérgio de Oliveira
Jacy de Oliveira
João Péricles
Arnóbio de Carvalho
Joe Lester
Wilza Carla
Avany Maura
Derek Wheatley
Alexandre Amorim
Francisco Moreno
Cleonir Santos
Jesus Ruas
Moacir Deriquén
Nilza Santos
Tupiara Pereira
P�sters
Premia��es
- Melhor Ator (Cyll Farney) e Fotografia (Adolfo Paz Gonzalez), Prêmio "Associa��o Brasileira de Cronistas Cinematográficos", RJ, 1955
- Melhor Ator (Cyll Farney) e Fotografia (Adolfo Paz Gonzalez), III Festival de Cinema do Distrito Federal, RJ, 1955
- Melhor Atriz (Eva Wilma), Prêmio "Saci", SP, 1956.
Curiosidades
- Cinebiografia do maior cantor popular que o Brasil já teve, Francisco Alves, O rei da voz, (1898-1952), falecido precocemente num acidente automobilístico na Via Dutra, quando retornava de um show em São Paulo, causando grande como��o no país.
- "O Cinema Brasileiro, que conta ainda com grandes dificuldades para a realiza��o de seus filmes, uma vez mais escolheu mal o tema para seu argumento, pois a biografia sempre foi e continua sendo um dos gêneros mais difíceis no cinema, em todo o mundo. Assim, Chico Viola não morreu, tem como mérito apenas a inten��o de sua realiza��o, porque o filme é mesmo fraco e muito mal feito. Dos intérpretes, Cyll Farney, no papel de Chico Viola, ainda desta vez não convence como ator cinematográfico. Inalda, muito bonita, com altos e baixos, é uma promessa. Eva Wilma não teve oportunidade. Apenas Wilson Grey, em uma ponta modesta, está muito bem. A coreografia dos números musicais é de um mau gosto a toda prova, estando sempre em completo desacordo com as melodias. Entretanto, Chico Viola não morreu poderá despertar interesse do público, pois seu tema aborda a vida de um dos cantores mais populares do Brasil, tragicamente desaparecido, mas que ainda vive no cora��o de muitos brasileiros. - Azevedo Marques, revista Cine-Repórter, 25 de Fevereiro de 1956.