Cinema de L�grimas
Abalado pelo fracasso de sua última peça e por sonhos recorrentes com a mãe que se suicidou, o diretor teatral Rodrigo Ferreira contrata um jovem estudante de cinema, Yves, para ajudálo a descobrir o filme a que sua mãe teria assistido pouco antes de morrer. A missão os leva à Cinemateca da Universidade do México, onde vêem melodramas produzidos entre as décadas de 30 e 50.
Ficha T�cnica
T�tulo original: Cinema de L�grimas
G�nero: Semi-Documentário
Dura��o: 92min.
Lan�amento (Brasil): 1995
Distribui��o: Riofilme
Dire��o: Nelson Pereira dos Santos
Assistente de dire��o: Dora Sverner
Roteiro: Sílvia Oroz e Nelson Pereira dos Santos
Produ��o: Roberto Feith, Laura Imperiale e Alejandro Clancy
Produ��o executiva: Hilton Kauffmann, Colin MacCabe e Bob Last
Dire��o de Produ��o: Aroldo Carvalho
Co-produ��o: Meta Video Produções (Brasil) e British Film Institute (Inglaterra)
Música: Paulo Jobim
Som: Juarez Dagoberto da Costa
Edi��o de Som: Carlos Cox
Fotografia: Walter Carvalho
Cenografia: Silvana Gontijo
Dire��o Artística: Silvana Gontijo
Figurinos: Silvana Gontijo
Edi��o: Luelane Correa
Assistente de Montagem: Luiz Guimarães de Castro, Gustavo Casançon, César Migliorin e Márcia Bessa
Maquiagem: Cida Freitas e Maria da Concei��o de Jesus
Premia��es
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Curiosidades
- Baseado no livro Melodrama: O cinema de lágrimas da América Latina, de Sílvia Oroz
- Orçado em US$ 1 milhão, o filme integra o projeto "O Centenário do Cinema", com 18 produções internacionais coordenadas pelo British Film Institute
- O filme exibe alguns trechos de 18 filmes latino-americanos, produzidos entre 1931 e 1954
- A pesquisadora Sílvia Oroz assistiu a cerca de 500 filmes para escrever o livro, publicado em 1992, que inspirou o roteiro.
- Sinopse extendida:
Rodrigo � um bem sucedido ator e diretor que, ap�s o fracasso de sua �ltima produ��o, resolve solucionar um sonho que o atormenta a vida inteira, a mem�ria da m�e que se suicidou ap�s assistir a um filme quando Rodrigo tinha apenas quatro anos. Convencido que o suic�dio est� relacionado ao filme, ele parte em sua procura com apenas uma informa��o sobre o filme: um melodrama mexicano feito nos anos 30 ou 40.
Rodrigo, dramaturgo e ator residente no Rio de Janeiro, tem sonhado e lembrado muito de sua m�e ultimamente. Ives, um jovem pesquisador de cinema, aborda Rodrigo pedindo-lhe uma entrevista e deixa seu curr�culo. Rodrigo convida o rapaz para ajud�-lo em um trabalho. Rodrigo quer assistir filmes antigos, melodramas argentinos e mexicanos que sua m�e, suas tias e as amigas gostavam. Na Cinemateca do MAM, no Rio de Janeiro, conversam com Cosme, que lhes prop�e uma visita � filmoteca da Universidade Aut�noma do M�xico. Rodrigo e Ives v�o para o M�xico e iniciam as sess�es de cinema. Depois de um longo dia de sess�o, Rodrigo convida Ives para jantar, mas ele n�o aceita e vai embora apressadamente. No outro dia, Ives chega bem atrasado e, ao fim da sess�o, pede a Rodrigo o pagamento da di�ria do dia seguinte adiantada. Rodrigo, irritado, diz que ele pode voltar para o Rio de Janeiro. Ives se entristece e Rodrigo acaba desculpando-se. Ives vai embora com pressa, e sem falar nada. No dia seguinte, Rodrigo tenta conversar com Ives, mas ele n�o aceita. Durante a sess�o, Rodrigo lhe explica a verdadeira raz�o da pesquisa. Ele quer achar o filme que sua m�e assistira na noite em que ela morreu. Rodrigo tenta aproximar-se, mas Ives o evita. No dia seguinte, Ives chega atrasado e desanimado. Rodrigo o questiona sobre o que est� acontecendo, mas Ives vai embora chateado. No Rio de Janeiro, Cosme entrega a Rodrigo uma fita de video e uma carta que Ives deixara. Rodrigo l� a carta e descobre que Ives est� em um hospital entre os doentes terminais. Esconde-se da pol�cia e de traficantes, e arrepende-se de n�o ter ficado no M�xico, pois quase entrara nos Estados Unidos. Rodrigo assiste a fita com o filme que tanto procurava e emociona-se. Indo embora, v� um homem parecido com Ives entrando na sala de cinema e resolve entrar tamb�m. Rodrigo senta-se para assistir o filme e confunde um desconhecido com Ives. Rodrigo, abalado, continua assistindo o filme, e pr�ximo de seu t�rmino, muda de express�o, de humor, ficando alegre e sorridente.