Concerto
Campestre

Major
Eleutério Fontes que, como os demais, é um homem
rico, tosco e cuja principal ocupação é
a exploração das charqueadas, operadas por verdadeiros
exércitos de escravos. A transcendência desta
personagem acontece quando, num passeio por seus domínios,
descobre dois índios guaranis executando uma obra sacra,
música aprendida com os jesuítas nas reduções
missioneiras. É então que este homem rude ouve
música pela primeira vez e, a partir deste momento,
sua vidas jamais será a mesma.
Ficha Técnica
Título original: Concerto Campestre
Gênero: Drama
Duração: 100 min.
Lançamento (Brasil): 2003
Site: site
oficial
Distribuição:
Direção: Henrique de Freitas Lima
Assistente de direçao: Gina O´Donnell
e Tutti Gregianin
Diretor Assistente: Néstor Monastério
Roteiro: José Mandel Fernandez, Pedro Zimmermann,
Tabajara
Produção: Mariangela Grando
Produtora: Empresa Cinematográfica Pampeana
Co-produção: Columbia Tri Star Pictures
do Brasil, Loc All e Labocine
Música: Fernando Mattos
Som: Ernesto Trujillo
Fotografia: José Tadeu Ribeiro
Desenho de produção: Beto Rodrigues
Cenógrafo: Edson Acri, Silvia Guerra e Geraldo
Leonetti (in memoriam)
Direção de arte: Bia Junqueira e Adriana Borba
Figurino: Kika Lopes
Edição: Cesar Custodio e Miguel Perez
Assistente de Montagem: Alejandro Carrillo Penovi
Diretor da Orquestra: Jean Potiguara
Continuísta: Gabriela Sobarzo
Assistente de Continuidade: Ilán Stehberg
Efeitos especiais: Paulo Crespo e Hugo Werle
Maquiagem: Luiz Carlos Jamonot
Cabeleireira: Brenilsen Suzete Nowitski
Elenco
Antônio
Abujamra (Major Eleutério)
Samara Felippo (Clara Victória)
Leonardo
Vieira (Maestro)
Araci Esteves (Dona Brigida)
Alexandre Paternost (Silvestre)
Miguel Ramos (Vigário)
Roberto Birindelli (Rossini)
Naiara Harry (Sinhá Gonçalves)
Sirmar Antunes (Congo)
Lori Nelson (Guará)
Pedro Machado (Salvador)
Carmen Silva (Baronesa)
Luis Carlos Magalhães (Barão)
Hique Gomes (Ramiro)
Oscar Simch (Emanuel)
Martin Coplas (Gabriel)
Revson Medeiros (Joaquim)
Agostinho Basso (Lessa)
Paulo Pires (Trindade)
Julio Saraiva (Chico)
Cristiano Hanssen (Gordo)
Luis Antônio Simões Lopes (Engenheiro)
Jane Lopes (Parteira)
Dagma Colomby (Costureira)
Nestor Monastério (Soldado)
Patric Medeiros (Agrimensor)
Camila Elias (Bebê)
Roberto Duarte da Rosa (Escravo Morto)
Diogo Jacques (Dublê/Silvestre)
Augusto Júnior (Coreógrafo)
Ricardo Osório Magalhães (Oficial)
Daniel Amaro (Bailarino)
Cleber Vieira (Percussionista)
Raquel Silveira (Percussionista)
Vítor Silva (Percussionista)
Pôsters
Premiações
-
Curiosidades
- Filmado integralmente no município de Pelotas/RS,
Brasil, no verão de 2002
- Para compor os cenários do filme, desde o mais tosco
ao mais requintado, foram confeccionados móveis na
Oficina de Arte do filme, que também restaurou parte
do mobiliário cedido pela comunidade pelotense. Com
o apoio das famílias detentoras de acervos, dos antiquários
locais e de instituições, foi possível
a decoração dos ambientes, com objetos e móveis
antigos, bem como, a inclusão de outros adereços,
dado o expressivo número de peças utilizadas.
- Quando necessário, os cenários e objetos foram,
minuciosamente, desgastados para demonstrar o uso constante,
como, por exemplo, a Charqueada, que recebeu resíduos
bovinos, sangue e outros pigmentos.
- Artefatos em couro, como encilhas e rastras, pratarias,
cristais, porcelanas, instrumentos musicais, pinturas de cavalete,
veículos de tração animal e objetos têxteis
integram a relação de itens utilizados na cenografia
do filme, todos catalogados pela equipe responsável.
- Desenhados por Kika Lopes (Mauá, o Imperador e o
Rei), os figurinos do longa-metragem
possuem extrema sutileza de detalhes com a utilização
de tecidos nobres e rústicos. O guarda-roupas exigiu
um trabalho de intensa pesquisa e leitura, especialmente sobre
a história do Rio Grande do Sul, com auxilio do livro
"O Gaúcho", de Edson Acri que esclarece detalhes
importantes sobre o vestuário típico: florões,
esporas, chapéu de pança de burro, botas de
garrão e xiripá.
- A elite aristocrata recebe tecidos que na época eram
importados, como o veludo, as casimiras e o tafetá.
Naquele período, o vestuário masculino era composto
por fraques e jaquetas de veludo, enquanto as mulheres usavam
roupas com mangas compridas. Já as mulheres das classes
mais baixas usavam vestidos de chita, um tecido mais barato
oriundo da Índia, ou de tecidos produzidos nos teares
da região, que também serviam para vestir os
empregados, peões e escravos.
- Executado entre janeiro 2000 e fevereiro de 2001, pelo arquiteto
e ilustrador pelotense Pedro Luiz Marasco, o story board foi
trabalho de referência para as filmagens. Desenhado
a partir do roteiro do filme, indica as locações,
os tipos de planos, as angulações de câmera,
o número das seqüências e das cenas e os
resumos dos diálogos. O trabalho gráfico de
Pedro Marasco, quantificado em torno de 900 desenhos, foi
produzido de acordo com o projeto desejado pela equipe do
longa-metragem.
- Produção apoiada pelo, Prêmio RGE /
Governo do Estado do RS de Cinema, Lei 8.685/93 - Lei do Audiovisual,
Lei 10.846/96 - Lei Estadual de Incentivo à Cultura
e Leis Municipais 4.004/95 e 4.433/99 - Pelotas, RS.