
Em São Vicente, país imaginário, vive Gimenez, um empresário bemsucedido. Na juventude, Gimenez havia sido militante de esquerda, abandonando seus ideais à medida em que vai tendo sucesso nos negócios e acesso ao poder, mas continua um nacionalista convicto. Quando é obrigado a passar o ocntrole de sua empresa a uma multinacional, Gimenez entra em crise. Imprensado, de um lado, pelos interesses do capital estrangeiro, e de outro, pelos operários, o empresário medita sobre o esvaziamento da classe dominante e a farsa que representa o poder da burguesia nacional. Sente-se medíocre e insignificante e procura compensar no sexo seu vazio moral e existencial. A esposa se suicida. A amante o abandona. Mas o filho segue o mesmo caminho do pai, tornando-se um industrial, o que Gimenez sabe agora não ser uma solução. O empresário inicia um processo de autocrítica, relembrando os jovens torturados e assassinados com a sua cumplicidade. Sentindo-se frustrado e culpado por ter traído seus ideais de juventude, Gimenez se mata.