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As Delícias da Vida

Um jovem autor vende uma novela para a TV e consegue colocar sua namorada, a atriz Eva, no principal papel submetendo-se a todas as imposições do poderoso Sr. Y, dono da emissora. A novela vai para o ar narrando episódios da vida de uma pequena família brasileira, cujo chefe pretende enriquecer casando a filha com um jovem herdeiro alemão, Adolfo. Revoltada com a situação, Eva defende a todo custo o direto de amar o jornalista Júlio, que está prestes a separar-se de sua mulher, Fernanda. Paralelamente aos vários capítulos da novela, desenrola-se nos bastidores um drama que envolve os intérpretes, o autor e o Sr. Y.

Ficha Técnica

Título original: As Delícias da Vida
Gênero: Comédia
Duração: 83min.
Lançamento (Brasil): 1973
Distribuição: Cinedistri
Direção: Maurício Rittner
Assistente de direção: Ana Golombeck
Roteiro: Antônio de Pádua, Maurício Rittner e Máximo Barro
Produção: Anibal Massaini Neto
Produtor Associado: Lincoln L.S.Bueno
Produção Executiva: Décio G. Nascimento
Gerente de produção: Miron R. Cunha
Assistente de produção: José Peres
Co-produção: Kinetos Cinematográfica e Phoenix Filmes
Música: Laerte Silva
Fotografia: Antônio Meliande e Antônio Moreira
Fotografia de Cena: José Amaral e Antônio Santana
Cenografia: A. Ferrara
Maquiagem: Cecílio Giglioti
Montagem: Lúcio Braun
Assistente de Montagem: Fernando Braun
Continuidade: Isabel Amaral
Eletricista: Jaime Neves

Elenco

Vera Fischer
Beth Mendes (Eva)
John Herbert (Esteves)
Liana Duval
Perry Sales
Ewerton de Castro
Ênio Carvalho
Selma Egrei
Líbero Rípoli
Dorothy Leiner
Oswaldo Camposana
Walter D'ávila
Fábio Peres
Chacrinha
Sílvio Zilber
Maria Helena

Pôsters

Premiações

-

Curiosidades

- Público: 130.326 pessoas. (fonte: Anuário Cinema em Close-Up, 1976).

- Argumento baseado na peça teatral Happy end, de Antônio de Pádua.

- "Delícias da vida é baseado numa peça premiada por um concurso realizado nos anos 70 na TV Cultura. A peça chamava-se Happy end e foi escrita por Antônio de Pádua. O texto é uma sátira às novelas de televisão utilizando a própria linguagem do veículo, ou seja, todos os atores interpretam papéis duplos, o que eles seriam na vida real e os personagens que fazem na telenovela. O filme foi adaptado para o cinema pelo próprio Pádua, junto com o diretor Rittner e o veterano montador e professor Máximo Barro. O diretor paulista Maurício Rittner foi crítico de cinema do jornal O Estado de S.Paulo e Jornal da Tarde, assistente de Khouri e autor de um curta baseado em Clarice Lispector, Perto do coração selvagem, de 1968. Foi também produtor de filmes como A árvore dos sexos, de Sílvio de Abreu, As regras do jogo, de Mário Kuperman e das duas fitas que dirigiu, Uma mulher para sábado, em 1972 e Delícias da vida. Curiosamente, depois disso desistiu do cinema, se dedicando apenas ao jornalismo." - comentário de Rubens Ewald Filho.

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