Diário de Sintra

Diário de Sintra é um ensaio baseado em uma viagem que a diretora Paula Gaitán fez a Sintra, Portugal, em 2007, onde ela viveu com seu marido, o cineasta brasileiro Glauber Rocha, e seus dois filhos, Eryk e Ava, em 1981.
Ficha Técnica
Título original: Diário de Sintra
Gênero: Documentário
Duração: 90 min.
Lançamento (Brasil): 2007
Distribuição:
Direção: Paula Gaitán
Assistente de direção: Clara Linhart e José Quental
Roteiro: Paula Gaitán
Produção: Claudia Tomaz
Produção executiva: Eryk Rocha e Leonardo Edde
Direção de produção: Daniela Martins
Co-produção: Urca Filmes e Aruac Filmes, Filmes do Tejo, Maria João
Música: Edson Secco
Som direto: Nilson Primitivo
Edição de som: Edson Secco
Desenho Sonoro: Edson Secco, Daniel Paiva e Paula Gaitán
Fotografia: Paula Gaitán e Pedro Urano
Edição: Daniel Paiva e Paula Gaitán
Finalização: Leonardo Edde e Renato Martins
Colaboração montagem: Karen Akerman e Vinícius Quintela
Elenco
Glauber Rocha
Paula Guedes
Ava Rocha
Eryk Rocha
Paulo Rocha
Rui Simoes
Maíra Senise
Pôsters
Premiações
-
Curiosidades
- Diário de Sintra traz diversos registros em 8mm e fotos mostrando as últimas imagens de Glauber Rocha ainda vivo.
-
Exibido na mostra Première Brasil, no Festival do Rio 2007.
- Paula Gaitán nasceu em Paris, em 1954, filha do poeta e escritor colombiano Jorge
Gaitán Duran com a escritora e dramaturga brasileira Dina Moscovici. Artista visual,
fotógrafa, poeta e cineasta, cresceu entre Colômbia, Brasil e Europa, antes de morar com
Glauber Rocha no Rio, em 1977, onde ficou até 1994. Voltou para a Colômbia por mais
seis anos, e reside no Brasil desde 2000.
Graduada em Artes Visuais e Filosofia pela Universidad de Los Andes de Bogotá, dá
aulas de Cinema Experimental na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de
Janeiro, e é sócia da produtora Aruac Filmes. Trabalha como cineasta desde 1978,
quando foi diretora de arte de Idade da Terra, de Glauber Rocha – ela conheceu o
cineasta três anos antes, em Bogotá. A carreira autoral de Paula inclui vários
documentários, trabalhos em video-arte e instalações de artes plástica. Já expôs no
Malba, em Buenos Aires (2004), no Salão da Bahia (2003 e 2006) e no Itaú Cultural, em
São Paulo (2008). Seu longa-metragem Uaká (1998), filmado no Xingu, foi premiado em
Amiens, São Francisco e Brasília.
- Sinopse extendida:
Diário de Sintra se estrutura a partir dos registros pessoais do cotidiano na cidade de
Sintra realizados pela cineasta e artista plástica Paula Gaitan, onde passou, em 1981,
uma temporada com seus filhos Eryk Aruac e Ava Patrya Yndia Yracema, e seu
companheiro e pai de seus filhos, o cineasta Glauber Rocha (1938-1981). Tomando como
ponto de partida uma viagem a Sintra em 2007, a diretora refaz percursos, reencontra
amigos da cidade e mostra imagens de Glauber na fase portuguesa.
O documentário apresenta um duplo movimento: a viagem a Portugal e a viagem
(metafórica) da memória em busca de outro tempo. Acompanhamos a câmera na
chegada de Gaitán ao país, em passeios por ruas e vielas de Sintra, acompanhamos a
reação de moradores locais (uma camponesa, uma funcionária de uma peixaria) a quem
são entregues fotografias de Glauber Rocha.
Em diversos momentos do filme, Paula Gaitán lança mão dessas fotografias que tirou,
registros dos tempos de Portugal e alguns mais antigos, em que Glauber está mais jovem:
espalhadas pelo chão de um terreno, penduradas em árvores, seguindo o curso da água
de um rio ou sob a areia do mar, os instantâneos são parte importante nesta viagem da
memória.
O filme é construído através de vários suportes: imagens em super-8 realizadas em 1981
e 2007, imagens em 16mm, tomadas em digital e fotografias - materiais que refletem, 25
anos depois, sobre o exílio voluntário do cineasta e sobre os últimos meses de sua vida.
As texturas, a composição de imagens, o desenho de som e a edição seguem um fluxo
mental muito pessoal, todavia pretendendo estabelecer uma conexão com o espectador,
revelando um processo através do qual o mundo se torna mais compreensível. Diário de
Sintra é um relato sobre a memória e a maneira pela qual ela pode construir a realidade.