A Erva do Rato

Ele e Ela caminham por um cemitério a beira mar. Os pronomes são seus nomes. Os dois não se conhecem e são os únicos seres vivos no local. Num certo momento, entretanto, ao pisar errado em uma pedra solta no chão, Ela falseia e cai e neste momento é socorrida por Ele. Ela, professora, com o pai morto há apenas três dias, não tem mais ninguém no mundo. Diante de tal situação, Ele se propõe a cuidar d'Ela enquanto for vivo. Esse é o início de uma estranha relação.
Ficha Técnica
Título original: A Erva do Rato
Gênero:
Duração: 80min.
Lançamento (Brasil): 2009
Distribuição:
Direção: Julio Bressane
Assistente de direção: Noa Bressane, Maria Clara Abreu
Roteiro: Julio Bressane, Rosa Dias
Produção: Julio Bressane, Marcello Ludwig Maia
Direção de produção: Cacala Carvana
Produção executiva: Marcello Ludwig Maia
Co-produção: República Pureza Filmes, TB Produções
Música: Guilherme Vaz
Som: Cristiano Maciel
Edição de Som: Virginia Flores
Fotografia: Walter Carvalho
Câmera: Lula Carvalho
Desenho de produção:
Direção de arte: Moa Batsow
Figurino: Ellen Milet
Edição: Rodrigo Lima
Finalização: Bruno Safadi
Pôsters
Premiações
-
Curiosidades
- Livremente inspirado nos contos "A Causa Secreta" e "Um Esqueleto", de Machado de Assis.
- Reconhecido como o mais pessoal e experimental
dos cineastas brasileiros, Julio Bressane iniciou sua
formação na época do Cinema Novo e dirigiu seu primeiro
longa-metragem, "Cara a Cara", em 1967. Sua obra, de rara
coerência, está voltada para a investigação da linguagem
cinematográfica.Uma de suas marcas é a abordagem de
temas e personagens históricos e de aspiração literária.
- Sinopse extendida:
Ele e Ela caminham por um cemitério a beira
mar. Os pronomes são seus nomes. Os dois não se
conhecem e são os únicos seres vivos no local. Num
certo momento, entretanto, ao pisar errado em uma
pedra solta no chão, Ela falseia e cai e neste momento
é socorrida por Ele. Ela, professora, com o pai morto
há apenas três dias, não tem mais ninguém no mundo.
Diante de tal situação, Ele se propõe a cuidar d'Ela
enquanto for vivo. Esse é o início de uma estranha relação.
Em casa d'Ele, ambos estão entretidos com um
trabalho: Ele serve-lhe uma das muitas xícaras de chá de
ervas que Ela irá tomar e dita-lhe uma narração. Ela copia
o que ouve. Vai ser assim por muito tempo. Não se sabe
exatamente onde Ele quer chegar. Enquanto isso Ela vai
copiando tudo em pilhas e mais pilhas de cadernos que só
tendem a crescer e formar muros tamanha a quantidade deles.
Aos poucos Ela começa a sentir um cansaço que
reflete em sua fraca respiração e na palidez do corpo. Os
ditados, porém, não cessam. Ela copia enquanto Ele dita.
Discorre sobre a ambigüidade das formas geográficas
da cidade, sobre os venenos preparados por antigas
tribos indígenas e sobre a tal Erva do Rato.(Tangaracá).
Os ditados se encerram quando Ele passa da palavra
escrita às imagens, adquirindo uma câmera fotográfica. Ela
será o único foco das fotografias. Mostrando fotos do século
XIX de índias mexicanas e mulheres européias nuas, Ele a
convence a se deixar fotografar nua.
Mais tarde, manipulando fotografias d'Ela, Ele
descobre partes que foram roídas por um rato. A descoberta
deixa-o enfurecido, transtornado e decidido a reagir contra
o invasor. O rato, porém, não é um habitante totalmente
indesejado na casa. Além de contar com a cumplicidade
d'Ela, o rato age além do mero ato de roer fotografias.
Friamente, Ele vai planejar uma forma de dar cabo da
estranha relação que o roedor estabeleceu com Ela.