Esta Noite Encarnarei No Teu Cad�ver
Z� do Caix�o tenta encontrar, atrav�s de provas de sadismo, a donzela que ser� a m�e de seu filho, indispondo-se contra a popula��o, sonhando com o Inferno e morrendo vingado pelas v�timas de seus crimes.
Ficha T�cnica
T�tulo original: Esta Noite Encarnarei No Teu Cad�ver
G�nero: Terror
Dura��o: 95min.
Lan�amento (Brasil): 1967
Distribui��o: Paranaguá Cinematográfica
Dire��o: José Mojica Marins
Assistente de dire��o: Jean Garret
Roteiro: José Mojica Marins
Di�logos: Aldenoura de Sá Porto
Produ��o: Augusto Pereira de Cervantes
Produtor Associado: José Mojica Marins e Antônio Fracari
Dire��o de Produ��o: Antônio Fracari
Co-produ��o: Ibéria Filmes
M�sica: Hermínio Gimenez
Sonografia: Salatiel Coelho
Dire��o de Fotografia: Giorgio Attlili
Assistente de c�mera: Nuvem Branca
Cenografia: José Vedovato
Montagem: Luiz Elias
Elenco
José Mojica Marins (Z� do Caix�o)
Tina Wohlers (Laura)
Nádia Freitas (M�rcia)
Antônio Fracari (Truncador)
Osvaldo de Souza
Tânia Mendonça
Mina Monte
Esmeralda Ruschel
Roque Rodrigues (Z� do Caix�o)
William Morgan
Arlete Brazolin
Graveto
José Carvalho
Paula Ramos
José Lobo
Geraldo Bueno
José Vedovato
Nádia Tell
Nivaldo de Lima
Laércio Laurelli (dublador da voz de José Mojica Marins)
P�sters
Premia��es
- "Medalha de Ouro", Festival de Avoriaz, França,
1975.
Curiosidades
- Continua��o de À meia noite levarei sua alma.
- Dominando melhor os recursos cinematográficos, Marins realizou um clássico do cinema de horror nacional, marcante pela inventividade ao abusar dos clichês do gênero.
- A sequência passada no inferno é espetacular, tem 8 minutos e foi rodada a cores, sendo o restante do filme em preto & branco.
- Submetido � Censura, o filme foi inteiramente vetado com os censores propondo a altera��o das falas. "Na trama ele [Z� do Caix�o] levava v�rios tiros e antes de morrer confirmava sua descren�a em Deus gritando 'Eu n�o creio. N�o creio', enquanto afundava nas �guas sujas de um lago. Para a libera��o foi exigida uma mudan�a de 180 graus, e Z� do Caix�o passa a dizer o texto imposto pelos censores: 'Deus, Deus... Sim... Deus � a verdade! Eu creio em tua for�a. Salvai-me! A cruz, cruz, padre...!'." ( do livro de Inim� Simoes. "Roteiro da intoler�ncia : a censura cinematogr�fica no Brasil". S�o Paulo : Senac, 1999.)
- Sinopse Completa:
Zé do Caixão tenta encontrar, num povoado onde é agente funerário, a donzela que lhe dará o filho perfeito, convencido de que a única forma de imortalidade é a do sangue. Com a ajuda do fiel criado Bruno, rapta seis moças do lugarejo, e, enquanto a polícia as procura e o Clero tenta apaziguar o povo enfurecido, ele faz o teste do medo: só uma donzela não se aterroriza ante o ataque de tarântulas no meio da noite. Será esta a escolhida. As outras serão entregues à volúpia do criado hediondo de Zé, ou colocadas num poço cheio de cascavéis. Uma das vítimas jura que encarnará no cadáver do sádico. Este põe sua favorita em liberdade e sai em busca de outra donzela. Atrai a seu antro de horrores uma recém- chegada e a mantém sob domínio místico. Com ela terá o seu filho. Durante a noite, Zé tem um pesadelo: a Morte leva-o a um cemitério, onde cadáveres saem das tumbas e o puxam para o inferno. Corredores de gelo, onde homens e mulheres ensanguentados são permanentemente torturados por carrascos do rei das trevas, de quem Zé do Caixão identifica sua própria fisionomia. As suas vítimas aparecem, ameaçadoramente, e Zé acorda. Sua mulher não suportará o parto e sucumbe. Sua esperança de perpetuar seu ser se desvanece, e Zé do Caixão profere blasfêmias contra os homens e suas divindades, no momento em que o povo, revoltado, sai em seu encalço. Depois de escapar de um atentado, Zé penetra num pântano e morre diante do povo e das autoridades, quando os esqueletos de suas vítimas boiam à superfície. Estava cumprido o juramento da donzela que ele sacrificara.