Estórias de Trancoso

O filme registra as transformações ocorridas na região de Trancoso quando esta deixa de ser uma vila isolada e passa a ter contato com a civilização urbana. Déa, uma jovem local se apaixona por Luigi, um italiano que esteve em Trancoso por conta de uma filmagem. Ele volta para seu país de origem e, um tempo depois, busca a namorada para viverem juntos. Rosinha é apaixonada por Tomzé desde a infância e, na adolescência, tem q ue conviver com a idéia de o jovem, um talentoso pintor, despertar interesse entre as moças de São Paulo, Rio e de outros lugares que estão ali apenas a passeio.
Ficha Técnica
Título original: Estórias de Trancoso
Gênero: Drama
Duração: 115 min.
Lançamento (Brasil): 2009
Distribuição:
Direção: Augusto Sevá
Roteiro: Augusto Sevá
Produção: Mario Sergio Loschiavo
Direção de produção:
Co-produção: Albatroz Cinematográfica, Raiz Produções, MS-39, Olhar Imaginário, Labocine, Quanta
Música:
Fotografia:
Edição:
Elenco
Rodrigo Lombardi
Pôsters
Premiações
- Premiado como melhor filme, pelo voto popular, na Mostra Internacional de Cinema São Paulo, em 2007.
- Melhor Filme Brasileiro (2008 - Prêmio Tirant da Comunidade de Valência / Espanha).
- Prêmio “Desenvolvimento De Projetos De Longa-Metragem” (1996) Secretaria Municipal De Cultura-Sp.
- “Prêmio Linc” (1996) Secretaria De Cultura Do Estado-Sp.
- Prêmio “Concurso Nacional De Roteiros” (1998) Ministério Da Cultura.
- Prêmio “Programa Cinema Brasil (2001) Ministério Da Cultura.
Curiosidades
- O longa foi todo rodado em Trancoso, litoral sul da Bahia, um povoado com aproximadamente 4.000 habitantes, situado a 50 quilômetros ao Sul da cidade de Porto Seguro
- Filem produzido em 2007.
- O roteiro, escrito pelo diretor Augusto Sevá, é o resultado de uma montagem ficcional de situações reais ocorridas por ele observadas ou a ele relatadas, no decorrer da década de 80, período de grandes transformações do local. É sobre esta época que o filme se reporta, e por isto procurou-se reconstituir com fidelidade as características cenográficas, o sotaque e a expressão corporal nativos.
- No final dos anos 70, o diretor Augusto Sevá realizou A Caminho das Índias, um misto entre documentário e ficção que registrava um momento bastante singular da comunidade que vivia em Trancoso: o pequeno vilarejo estava deixando de ser uma vila isolada e começava a ter contato com a civilização urbana. O filme desvendava as atividades da aldeia, com cenas e histórias do trabalho local, festas, arquitetura, além dos costumes e valores daquela gente. Neste filme, realizado com não-atores nativos de Trancoso, as participações especiais foram de José Celso Martinez Correa e Cacá Rosset.
- O segundo longa de sua trilogia filmada na Bahia, que será encerrada com Fala Sério (já filmado e com estreia prevista para 2010). Nesse trabalho, Sevá vai mais fundo no registro das transformações ocorridas na região. Com um elenco formado por não atores - todos da região - e com a participação especial de Rodrigo Lombardi, acompanhamos o desenvolvimento de Trancoso que vivenciou, nessas últimas duas décadas, um intenso contato com a população urbana; com grandes e irreversíveis transformações. Chegou a luz elétrica, o acesso à região foi facilitado, o “quadrado” tornou-se importante ponto turístico e houve uma enorme valorização dos imóveis.
- Augusto Sevá nasceu em Campinas, em 1954, estudou na Escola de Comunicações e Artes da USP. Como técnico de som trabalhou em filmes como As três Mortes de Solano (1976), de Roberto Santos e O Rei da Vela (1979), de José Celso Martinez Correa e Noilton Nunes. Dirigiu os curtas-metragens Pau prá Toda Obra (1977), co-dirigido com Ronaldo Volpato (Melhor filme na Jornada de Cinema da Bahia em 1977), Gilda (1977), Nós & Eles (1978 - Prêmio do Juri no Festival de Brasília de 1978) e Oro (1980 - Premio de Fotografia na Jornada de Cinema da Bahia de 1980).
Co-produziu e montou o documentário Jânio a 24 Quadros (1981), de Luiz Alberto Pereira, premiado no Festival de Brasília. Estreou na direção de longa-metragem ao lado de Isa Castro em A Caminho das Índias (1981 - representante do Brasil nos Festivais de Locarno, Berlim e San Sebastian). A primeira direção solo foi com Real Desejo (1990 - Prêmio de Melhor atriz para Ana Maria Magalhães no Festival de Gramado, 1990).
Para a televisão, dirigiu duas séries sobre meio ambiente, um de seus temas preferidos: Abrolhos (1998) e Ilha Grande e as Visões do Paraíso (2001), sobre a ilha do litoral carioca. Também exerceu funções públicas como membro da Comissão Consultiva da Embrafilme (1983 a 1985), assessor de Cinema da Prefeitura de São Paulo (1995 a 1996), membro da Comissão Nacional de Cinema do Ministério da Cultura (1999/2001) e, com a criação da Ancine (Agência Nacional de Cinema), em 2002, foi nomeado como um de seus diretores, tendo permanecido no cargo até o final de seu mandato em 2004.