Foliar
Brasil

Foliar significa "andar em folias", e o filme se passa em tr�s folias brasileiras: o carnaval de Salvador, o forr� de Aracaju e o boi-bumb� de Parintins. As hist�rias ser�o contadas com um olhar documental, mas com uma narrativa fict�cia.
Ficha T�cnica
T�tulo Original: Foliar Brasil
G�nero: Semi-Documentário
Dura��o:
Ano de Lançamento (Brasil): 2005
Distribuição:
Dire��o: Carolina Paiva
Roteiro: Carolina Paiva
Produção executiva: Odilon Tetü
Produção de finalização:
Raul Fernando
Montagem: Federico Bardini
Figurino: Márcio Mello
Cabelo: Márcio Mello
Maquiagem: Márcio Mello
Primeiro Episódio: "Colombina & Pierrô"
Fotografia: Juarez Pavelak
Som: George Saldanha
Produção: Ana Roque
Arte: Márcio Mello
Segundo Episódio: "Banzeiro"
Fotografia: Pedro Carvalho
Som: Leonardo Bastos
Produção: Lia Rezende
Arte: Bruno Kemp
Terceiro Episódio: "Nordestino Country"
Fotografia: Pedro Carvalho
Som: Leonardo Bastos
Produção: Ana Roque
Arte: Bruno Kemp
Elenco
Episódio:"Colombina & Pierrô"
Paula Picarelli (Colombina)
Gustavo Melo (Pierrô)
Pedro Osório (Arlequim)
Rose Lima (Margarida)
Bloco do Olodum
Margareth Menezes
Bloco Ilê Aiyê
Expresso 2222
Episódio:"Banzeiro"
Thiago Fragoso (Lucas Ajuricaba)
Ewe Pamplona (Linda Cunhã-Poranga)
César Fernandes (Senhor)
Jean Nogueira (Belchior de Moraes)
Eliézia Barros (Amiga)
Josivan (Curumim)
Bois Bumbá de Parintins
Bois Bumbá de Caprichoso
Bois Bumbá de Garantido
Episódio:"Nordestino Country"
Ildi Silva (Sinhazinha)
Augusto Zacchi (Pedro)
Ricardo Marecos (Tony)
Alessandra Teófilo (Rapariga)
Rita Maia (Maria)
Yara Vieira (D. Milgridi)
Nonato Freire (Jesuíno)
Genival Lacerda (Coroné João)
Falcão (Padre)
P�sters
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Premia��es
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Curiosidades
- Foliar Brasil, primeiro longa-metragem de Carolina Paiva.
- Em 2001, a cineasta e videomaker, Carolina Paiva, fez uma
viagem ao carnaval de Salvador para filmar o curta-metragem
Foliar, um documentário sobre a festa mais popular do
Brasil.
- Seria sua primeira locação antes de seguir para
Olinda e Rio de Janeiro, porém, complicações
na produção impediram que o filme continuasse
seu percurso.
- Então Carolina teve a idéia de fazer não
apenas um curta-metragem sobre o carnaval, mas um longa-metragem
sobre as manifestações populares no Brasil.
- Em fevereiro ela voltou ao carnaval de Salvador, quando começou
a filmar Foliar Brasil, primeiro longa da carreira. A capital
baiana foi o ponto de partida para uma viagem em busca das raízes
do povo brasileiro, que visitou também a Festa do Boi-Bumbá
de Parintins, na Amazônia, e a Festa Junina de Aracaju.
- Totalmente filmado em locações externas, o longa-metragem
é um doc-drama, uma série de três histórias
fictícias contadas com um olhar documental: Colombina
e Pierrô, Banzeiro e Nordestino Country. Os atores se
misturam com o povo, interagindo com os personagens reais de
cada festa.
- Previsão de lançamento para março de
2005. A diretora ainda busca recursos para a pós-produção.
- O filme marca também a estréia no cinema de
dois atores revelação do teatro carioca: Pedro
Osório e Augusto Zacchi, Rose Lima, grande revelação
do teatro baiano, e Ewe Pamplona, também revelação
do teatro paraense, estão no elenco.
- Aos 29 anos, Foliar Brasil é o sétimo trabalho
cinematográfico de Carolina Paiva, criadora do projeto
"Cine Brasil", que exibe filmes brasileiros gratuitamente
em praças do Rio.
- Seu primeiro curta-metragem, Uma Estrela de Quatro Pontas,
participou do II Braziliam Film Festival o Miami (1998).
- Outros Olhos (2001), com roteiro e direção dela,
teve destacada participação no New York International
Independent Film and Vídeo Festival.
- Carolina também é roteirista e diretora do documentário
Gueto da
América, sobre imigrantes brasileiros nos EUA. O filme
foi rodado em Nova Iorque, e está sendo exibido em festivais.
Sinopse completa:
Primeiro Episódio: Colombina & Pierrô
Na terra que os homens amam, Salvador da Bahia, Colombina (Paula
Picarelli) vai buscar suas raízes. Na época em
que os homens sonham, o Carnaval, Pierrô (Gustavo Melo),
sem a mesma sorte, sofre em plena quarta-feira de cinzas. Não
se ouvem mais canções e seu amor esconde-se entre
as serpentinas. Esse episódio pretende mostrar a magia
do carnaval de Salvador, usando os nomes dos personagens da
comédia delarte, gênero italiano consagrado na
Europa no século XVII. Dois jovens se conhecem e se apaixonam.
Ela é uma garota do sul e ele um músico do grupo
Olodum. Misturando ficção e documentário,
Colombina percorre todas as manifestações populares
do carnaval baiano, desde os blocos de afoxés até
os trios elétricos. É quando Pierrô se apaixona
pela frívola foliã. Colombina e Pierrô,
além de romântico como o carnaval, será
também uma mostra de força da cultura brasileira.
Segundo Episódio: Banzeiro
Lucas Ajuricaba, recém formado em biologia, desembarca
em Manaus para estudar o Amazonas, sem saber que seu segundo
nome se refere a um índio guerreiro daquele estado. Aos
poucos se depara com o jeito do povo, a comida local e descobre
um encanto diferente. Ao caminhar por Manaus, Ajuricaba cruza
com Linda Cunhã-Poranga e passa a segui-la. Vai atrás
dela até Parintins e, no meio do maior espetáculo
folclórico do Brasil, descobre suas raízes e sua
terra, a região Amazônica. Banzeiro é "onda"
do Rio. O episódio identifica outras expressões
e personagens de uma das maiores festas populares do mundo,
o Boi de Parintins. Na arena do festival, que começa
na última semana de junho, desfilam figuras saídas
do imaginário caboclo e lendas do universo amazônico.
Há encenações do cotidiano do ribeirinho,
do seringueiro, do pescador, enfim, do homem nativo.
Terceiro Episódio: Nordestino Country
O carioca Pedro conhece o americano, Tony, no interior da Bahia.
Os dois são pesquisadores e estão à procura
de um quilombo. No meio dessa empreitada eles se apaixonam pela
mesma "sinhazinha". Numa festa junina, o pai da moça,
um temido político local, acaba com o namoro e com a
comemoração. No nordeste sertanejo, São
João é comemorado nos sítios, nas paróquias,
nos arraias, sendo ainda hoje a festa mais importante. Com seqüências
inteiramente documentais, os atores vão participar e
conversar com os freqüentadores dos festejos. Ficção
e realidade se encontram no fim da festa, quando todos dançam
a "quadrilha", onde sempre acontece o "casamento
na roça", cena coreografada pelos participantes
e muito popular no Brasil e em Portugal, onde São João
é admirado.