
Nascido e criado na Ribeira, João era leitor inveterado de gibis e fanático por filmes de faroeste. Induzido por um amigo, ele participa de um curso para detetives. De posse do diploma, aluga uma sala, coloca anúncio nos jornais e fica à espera de clientes. Num fim de tarde, ele é sequestrado e conduzido à presença de Sandra, uma estranha senhora, que o contrata para localizar uma mulher chamada Chris. Mesmo sem método, agindo empiricamente e sem uma visão do mundo maniqueísta, João consegue localizar Chris. Nasce entre os dois um relacionamento ao qual ele se entrega totalmente, como nos filmes que vira. A morte dela, em trágicas circunstâncias, vem lembrar esse clima de triunfo.
Ele parte então, decidido a encontrar o criminoso, agora com uma atitude mais drástica. Consegue localizar o assassino de Chris, mas o deixa escapar, pois a verdade da fome, causa provável do crime, faz com que ele perceba que a realidade dos fatos é bem diferente daquela dos gibis e do cinema.