Jogo
Subterrâneo

Um
homem cria um jogo para si usando as estações
do metrô, com o objetivo de conhecer a mulher de sua
vida. Com Felipe Camargo, Maria Luíza Mendonça,
Júlia Lemmertz e Daniela Escobar.
Ficha Técnica
Título original: Jogo Subterrâneo
Gênero: Drama
Duração: 107 min.
Lançamento (Brasil): 2005
Distribuição: Buena Vista do Brasil
Direção: Roberto Gervitz
Roteiro: Roberto Gervitz e Jorge Durán, baseado
em conto de Julio Cortázar
Produção: Francisco Ramalho Jr
Co-produção: Vagalume Produções
Cinematográficas / Miravista / Grapho Produções
Artísticas
Música: Luís Henrique Xavier
Fotografia: Lauro Escorel
Desenho de produção: Ana Cláudia
Piacenti e Hélcio Pugliesi
Direção de arte: Adrian Cooper
Figurino: Joana Porto
Edição: Manga Campion
Pôsters
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Premiações
-
Curiosidades
- Baseado em um conto de Julio Cortazar, "Manuscrito
Encontrado em um Bolso", um dos mais renomados escritores
latino-americanos.
- Gervitz acalenta o projeto desde 1989, ano de lançamento
do seu primeiro longa de ficção, Feliz Ano Velho.
- Lauro Escorel e Adrian Cooper visitaram todas as estações
de metrô da cidade para escolher as 15 que se tornaram
locações do filme. Foi criada uma rede fictícia
de estações e o diretor de arte fez um planejamento
de como cruzar as linhas do metrô para obter uma coerência
arquitetônica entre as diversas locações.
- Com cerca de 35% das cenas rodadas no metrô, foi necessário
muito planejamento e a participação da Cia.
do Metropolitano de São Paulo na logística.
Para não atrapalhar a rotina do metrô, a equipe
foi obrigada a trabalhar durante as madrugadas, entre a meia-noite
e 4h30, no período de completa ociosidade.
- O período de filmagens ocorreu entre 15 de julho
e 5 de outubro de 2003.
- Exibido na mostra Première Brasil, no Festival do
Rio 2004.
- Sinopse extendida:
Uma inusitada história de amor. Começa quando
Martin, engenheiro responsável pela modernização
do metrô de Buenos Aires, encontra um manuscrito no
departamento de achados e perdidos da companhia.
Nesse manuscrito, um homem narra o jogo ao qual se submete
para encontrar a mulher de sua vida. Um jogo cujo campo é
o emaranhado das linhas do metrô da cidade. Se, ao entrar
em um vagão, ele localizar uma mulher que o atraia,
deverá torcer para que ela cumpra o mesmo trajeto por
ele traçado para si, o mesmo destino. Só assim
terá o direito de abordá-la.
Depois de jogar por muito tempo e sem sucesso, o Jogador vê
uma linda moça e, com crescente ansiedade, acompanha
a coincidência dos trajetos - mesmas estações,
mesmos corredores. Porém, quando restam poucos obstáculos,
Ana acaba escolhendo outro caminho. Não suportando
nova derrota, o Jogador decide abordá-la, rompendo
as regras do jogo e os dois começam a viver uma grande
paixão. Mas quando tudo parece perfeito, um torturante
sentimento de traição vai se apossando do Jogador.
Não suportando mais a felicidade nascida daquela vital
transgressão, ele revela a Ana o que os impede de seguirem
juntos.
Agora, a única esperança está novamente
no jogo. Terão duas semanas para se encontrar e para
que os seus destinos rigorosamente coincidam.
Seguem-se dias alucinantes e dramáticos que terminam
com a derrota. Os dois se separam. O Jogador perambula pelas
ruas, tomado pela dor. Porém, pouco depois, volta a
sentir a necessidade obsessiva de recomeçar. E, como
um presente dos deuses, vê o jogo realizar-se plenamente.
Uma bela mulher chamada Tânia, cumpre o trajeto idealizado
por ele.
Após segui-la, o Jogador a convence de que o que houve
foi um encontro especial e mágico. Ela é a mulher
que ele buscou por toda a vida e ele o homem que ela sempre
esperou. Os dois fazem amor de forma intensa e desesperada.
Pela madrugada, o Jogador, em meio à penumbra, caminha
pela casa daquela mulher que, na verdade, ele mal sabe quem
é, e encolhido em um canto da sala, chora um choro
infinito e sem barreiras.
O dia está nascendo quando o vemos aparecer na rua
de Ana e vindo da esquina ainda tomada pela sombra, caminha
em direção à casa de quem ama.