Juliana do Amor Perdido

O estridente apito de um trem traz desagradáveis lembranças à população de uma aldeia do litoral paulista. Um estrangeiro explora uma comunidade de pescadores, alimentando seu misticismo. A jovem que serve aos interesses do estrangeiro, Juliana, tida como santa e venerada pela população da aldeia, tem consciência da mistificação, mas mantém a aparência, a fim de escapar ao assédio dos pescadores. Impossibilitada de uma relação mais profunda com sua gente, ela busca nos encontros fortuitos com Faísca, um maquinista, a sublimação de seu romantismo. O romance é proibido pelo pai da jovem e os dois namorados não vêem outra saída senão fugir. Mas sua felicidade dura pouco: a população a persegue e a condena à morte. No local, surge uma nova santa e o processo de escravidão.
Ficha Técnica
Título original: Juliana do Amor Perdido
Gênero: Drama
Duração: 108min.
Lançamento (Brasil): 1970
Distribuição: Metro Goldwyn Mayer
Direção: Sérgio Ricardo
Argumento: Sérgio Ricardo
Roteiro: Sérgio Ricardo e Roberto Santos
Produção: Jorge Ileli
Produção Executiva: Edmundo Conci
Co-produção: Brascontinental, Entrefilmes, Unifilme Cinematográfica e Companhia Cinematográfica Vera Cruz
Música: Luiz Roberto Oliveira e Sérgio Ricardo
Sonografia: Raul Nanni
Assistente de Som: Antônio Vitali
Fotografia: Dib Lutfi
Cenografia: Carmélio Cruz
Montagem: Sylvio Renoldi
Dublagem: Miriam Mehler
Elenco
Maria do Rosário
Francisco di Franco
Ítala Nandi
Flávio Portho
Walderez de Barros
Antônio Pitanga
Líbero Rípoli
Macedo Neto
Roberto Ferreira
Reinúncio Napoleão
Pôsters
Premiações
- Melhor Fotografia Colorida (Dib Lutfi), Prêmio "Coruja de Ouro", Instituto Nacional de Cinema, RJ, 1970
- Terceiro Lugar, "Os Doze Melhores Filmes do Ano", Instituto Nacional de Cinema, RJ, 1970
- Melhor Revelação (Francisco di Franco), Argumento (Sérgio Ricardo) e Fotografia (Dib Lutfi), I Festival de Cinema de Santos, SP, 1970.
Curiosidades
- Exibido hors concours no Festival de Berlim de 1970, é considerado o melhor filme do cantor-compositor Sérgio Ricardo como diretor.
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Baseado numa lenda do litoral paulista, segundo o diretor, o filme "é uma denúncia daqueles que procuram impedir a solução dos problemas sociais, procurando um escape no sincretismo religioso".
- A atriz Maria do Rosário é irmã de Ana Maria Nascimento e Silva.