Karla Sedenta de Amor
Karla e Sônia, estudantes de Belas-Artes, vão passar as férias no sítio dos pais de Karla, administrado por Vicente, homem rude, embora extremamente religioso. Karla, procurando esquecer o trauma de sua primeira experiência sexual com o namorado, mostra-se alegre e brincalhona, resolvendo perturbar o caseiro Vicente com frases jocosas e atitudes sensuais, ao reparar nos olhares cobiçosos que ele lhe lança. Vicente sente desejo por Karla e luta contra si mesmo, entregando-se à bebida e à violência. Sônia arranja um namorado na cidade e Karla divide suas tentações entre o namorado e o caseiro.
Ficha Técnica
Título original: Karla Sedenta de Amor
Gênero: Drama
Duração: 90min.
Lançamento (Brasil): 1974
Distribuição: Embrafilme
Direção: Ismar Porto
Assistente de direção: Zélia F. Costa
Roteiro: Ismar Porto
Produção: Walter Portela
Gerente de produção: Gilberto Raivel
Co-produção: Brasecran - Distribuidora Importadora de Filmes
Música:
Som: Vítor Raposeiro
Fotografia: Ramon Alvarado
Câmera: Antônio Segati
Desenho de produção:
Direção de Arte:
Figurino:
Edição: Ismar Porto
Eletricista: Ademar Silva
Maquiagem: Evelyn Rios
Elenco
Wilma Celeste (Karla)
Karey Loyolla (Sônia)
Milton Villar (Vicente)
Pascoal Guida (Marcelo)
Fernando José (Pastor)
Walter Portela (Araújo)
Marina Motta (Mãe de Karla)
Solange Maria (Mãe de Sônia)
Rubens Abreu (Pai de Karla)
Pôsters
Premiações
-
Curiosidades
- Fonte do cartaz, Cinemateca.
- Sinopse extendida:
Karla, moça de 19 anos, entra em férias e convida a colega Sônia para ficarem alguns dias no sítio de sua família em Cachoeiras de Macacu. Sônia ainda é virgem, mas Karla já havia transado com o namorado, Serginho. Está um pouco arrependida por considerar o rapaz um canalha. Vicente, o caseiro do sítio, é um fiel seguidor da Bíblia e dedica grande parte de seu tempo às orações. Com a chegada das moças, o empregado começa a ficar perturbado por desejos eróticos. Karla percebe que o caseiro a deseja. A título de brincadeira ela começa a provocá-lo, deixando que ele a espreite seminua. Vicente começa a ficar louco de desejo, o que lhe cria muitos conflitos por causa da sua formação religiosa. Sônia vai levar uma carta ao correio e conhece Marcelo, um jovem engenheiro que está abrindo uma estrada no município. Eles marcam um encontro para um passeio no dia seguinte. Karla adentra o quarto do caseiro e descobre umas revistas pornográficas, com fotos de lesbianismo, em seu guarda-roupa. Ela leva as revistas consigo. Vicente vai ficando cada vez mais perturbado e toma um porre. Ele chega no sítio completamente embriagado e as moças começam a temê-lo. Elas convidam Marcelo para passar a noite na casa delas, a fim de protegê-las. O caseiro continua a se embriagar nos dias que se seguem. Karla e Sônia decidem ir embora, para evitar problemas. Sônia comunica o fato para Vicente. Ele fica alucinado. As moças se trancam no quarto. Vicente quer possuí-las a qualquer custo. Quando elas resolvem pular a janela e alcançar o carro, o caseiro se encontra armado dentro do veículo. Ele quer ver as duas na cama. Karla começa a ter uma alucinação e pensa que Vicente é o seu namorado Serginho. Eles começam a transar e ela se dá conta de que está sendo estuprada pelo caseiro. Desesperada ela pega o revólver. Conforme combinado, Marcelo ruma em direção ao sítio. Quando o engenheiro está perto da casa, ele ouve um tiro. Sônia vai ao seu encontro. Karla está morta.