Mangue Negro

Certo dia, em uma comunidade de pescadores e catadores tão pobre quanto fora do tempo, a natureza resolve mostrar seu lado macabro. Do manguezal de onde sai o mísero sustento emergem zumbis canibais. Ninguém sabe o que causa a “contaminação”. O que importa é fugir e sobreviver para fugir de novo. A cada mordida, pais, amigos e irmãos se transformam em criaturas abomináveis. Diante de um horror que não recua nem com a claridade do dia, que não poupa sequer peixes e crustáceos, um sobrevivente relutante e amedrontado se descobre hábil com o machado – e péssimo na hora de se declarar para a morena que faz seu coração bater.
Ficha Técnica
Título original: Mangue Negro
Gênero: Terror
Duração: 105 min.
Lançamento (Brasil): 2009
Distribuição:
Direção: Rodrigo Aragão
Assistente de direção: Mayra Alarcón
Roteiro: Rodrigo Aragão
Produção: Edilamar Fogo de Deus
Produtor executivo: Hermano Pidner
Co-produção: Fábulas Negras
Música: Hermano Pidner
Som: Luciano Allgayer
Fotografia: Bruno Maranhão, Maurício Ribeiro e Rodrigo Aragão
Edição:
Efeitos especiais: Rodrigo Aragão
Pirotecnia: Victor Hugo Medeiros
Elenco
Walderrama dos Santos (Luís da Machadinha)
Kika de Oliveira (Raquel)
André Lobo (Dona Benedita)
Reginaldo Secundo (Batista)
Markus Konká (Agenor dos Santos)
Maurício Ribeiro (Dona Alba)
Ricardo Araújo (Valdê)
Antônio Lâmego (Antônio)
Júlio Tigre (Júlio)
Carol Aragão
Premiações
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Curiosidades
- Locação em Perocão, Guarapari (ES).
- Mangue Negro é o primeiro longa-metragem de Rodrigo Aragão.
- Música original de Jaceguay Lins e Trilha sonora da Orquestra Sinfônica do Espírito Santo sob regência de Helder Trefzger.
- Capixaba nascido em janeiro de 1977, Rodrigo Aragão dirige seus filmes a partir de Guarapari, onde mora desde criancinha. Filho de um ex-mágico que também foi dono de cinema, foi criado ao redor de truques e maquiagens. O estalo de que aquilo poderia ser o seu futuro veio cedo. Aos sete anos viu um documentário sobre O Império Contra-Ataca. Estava lá tudo o que mais gostava: cinema e efeitos especiais, mesmo que não tivesse bem idéia do que significava. Era a década de 1980, quando chega às telas A Morte do Demônio (The Evil Dead, 1981), clássico do terror que terminou por (des)fazer sua cabeça. Maquiagem e truques cênicos nunca tinham sido tão importantes na hora de assustar.
Um período fazendo cursos e oficinas lhe deram a sensação de estar pronto. A iniciação vem em 1994, como maquiador do curta A Lenda de Proitner, seguido em 1996 por Vampicida, outro curta hoje obscuro. A estréia na direção ocorreu no teatro, com a peça de horror Mausoléu, em cartaz de 2000 a 2003. Daí, partiu para seus próprios projetos, com Chupa Cabras (2004), Peixe Podre (2005), Peixe Podre II (2006), todos curtas, e Mangue Negro, o primeiro longa.