Matou A Fam�lia E Foi Ao Cinema

Atrav�s de manchetes sensacionalistas marcam a transi��o entre os diversos epis�dios em que retratam a dura realidade. No epis�dio t�tulo, um rapaz (Alexandre Frota), inconformado com as press�es que sofre em casa, mata os pais e vai ao cinema - como no filme de Bressane. Outros personagens: um voyeur (Guar� Rodrigues) que rouba calcinhas em pontos tur�sticos do Rio; uma mulher classe "A" (Claudia Raia), casada com um machista e atra�da por outra mulher (Louise Cardoso); duas adolescentes que escandalizam a vizinhan�a e recorrem ao crime; um casal (Ana Beatriz Nogueira e J�lio Braga) vivendo na pobreza, em permanente conflito e � beira da m�tua destrui��o.
Ficha T�cnica
T�tulo original: Matou A Fam�lia E Foi Ao Cinema
G�nero: Drama
Dura��o: 100 min.
Lan�amento (Brasil): 1991
Distribui��o:
Dire��o: Neville D'Almeida
Assistente de Dire��o:Guar� Rodrigues
Roteiro: Neville D'Almeida
Produ��o executiva:Neville D'Almeida
Dire��o de produ��o:Fernando Silva
Adapta��o cinematogr�fica:Neville D'Almeida
Co-produ��o:Cineville Produ��es Cinematogr�ficas
M�sica original: Armandinho, Zeca Assump��o, Lob�o e Ivo Meirelles
Som:Juarez Dagoberto da Costa
Fotografia: Jos� Tadeu Ribeiro
Dire��o de Arte:Liege Monteiro
Figurino: Carlos Arthur Liuzzi
Edi��o:Severino Dad�
P�sters
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Premia��es
- Melhor Diretor no XXIV Festival de Bras�lia do Cinema Brasileiro, DF, 1991.
- Melhor Dire��o e Atriz Coadjuvante, para Ana Beatriz Nogueira, no Festival de Gramado, RS, 1991.
Curiosidades
- Maria Glayds vive tr�s papeis de m�e.
- Vers�o para o cl�ssico do cineasta underground J�lio Bressane realizada por Neville D'Almeida.
- Neville transitou por filmes experimentais, mas preferiu trabalhar com um olho na bilheteria e o outro no esc�ndalo.
- No Festival de Cinema de Bras�lia (1991) o filme causou rebuli�o, a proje��o foi pontilhada de vaias. No Festival de Gramado o p�blico reage friamente.Tanto em Bras�lia e na mostra ga�cha Neville saiu com o pr�mio de melhor dire��o e diz que o filme criou um movimento de "macartismo caipira".
- (...) "Neville leva o espectador de encontro aos pr�prios medos e preconceitos nessa proje��o que quebra todas as estruturas tradicionais da linguagem cinematogr�fica. Com seu habitual despojamento, o diretor mistura humor caustico � viol�ncia, cinismo � insanidade t�o comuns na selva urbana do nosso cotidiano. Retrata portanto, a situa��o de uma gera��o perplexa que se perde entre os sentimentos de �dio, amor e raiva. E mostra desejo de revolucionar a insatisfa��o diante de si pr�prio"(...) (cr�tica da �poca por Alexandre Hor�rio).