O Para�so Proibido
Celso
Felix , radialista de sucesso na metrópole e desiludido
com sua rotina de vida, abandona mulher e filhos, e muda-se
para uma pequena cidade balneária do litoral de São
Paulo. Ali, empregado em uma modesta esta��o
de rádio local, tenta afogar sua frustra��o
existencial em jornadas etílicas com o amigo Goiaba
e nos braços de uma jovem caiçara e de uma intelectual,
que se instalou ali para concluir sua tese de mestrado.
Ficha T�cnica
Título Original: O Paraíso Proibido
Gênero: Drama
Tempo de Dura��o: 95 mim
Ano de Lançamento (Brasil): 1981
Distribui��o: Ouro Filmes e Art Filmes
Dire��o: Carlos
Reichenbach
Assistente de dire��o: Carlos Xavier
Shintomi
Roteiro: Carlos Reichenbach
Produ��o: Roberto Polo Galante
Co-produ��o: Galante Filmes
Fotografia: Alfredo Stinn
M�sica: Hyldon, Papete, Oswaldinho Do Acordeon e Almir
Satter
Figurino: Sylvia Galante
Montagem: Gilberto Wagner
Elenco
Jonas
Bloch
Vanessa
Alves
Luiz Carlos Braga
Ana Maria Kreisler
Fernando Benini
Carlos Casan
Toni Fernandes
Railda Nonato
Débora Berbert
Selma
Egrei
Patrícia Scalvi
Antônio Carlos Aiello
Carlos Barreto
Carlos Eduardo de Castro
Jônia Freund
Walter Laurentis
Goretti Oliveira
Eduardo Passini
Glória Rios
Iria Rodrigues
Hélio Rosa
Premia��es
-
Curiosidades
- Inspirado por uma frase de Carlos Drummond de Andrade, Reichenbach
escreve e realiza o seu filme mais linear. Misógino
e verborrágico, O Paraíso Proibido faz a elegia
do individualismo libertário. Como diz o personagem
central : " É meu direito não fazer porra
nenhuma; sobretudo, coisas que não valem à pena.
" - É o supremo direito do recomeçar permanentemente
que o filme procura evocar. Sob a superfície de um
aparente melodrama romântico e erótico se esconde
uma tragédia heterossexual. Não é o conflito
que importa ao realizador, mas sim o mergulho no interior
de um personagem desagradável, scorceseano, em permanente
questionamento de si mesmo : um inconformista que, ao buscar
uma vida provisória, tenta encontrar o seu espaço
no universo. Não por acaso, O Paraíso Proibido
faz referências constantes ao filme O Amigo Americano
de Wim Wenders, e como este narra a história de uma
amizade antiga e incômoda. Mais uma vez surgem temas
recorrentes da obra de Reichenbach : a impossibilidade do
isolamento absoluto e o embate cotidiano do indivíduo
culto com os fascismos mais prosaicos.
- "Este filme, que minha mulher diz ser é a minha
cara, é o menos valorizado pelos meus amigos. No entanto,
gosto muito dele. Talvez por ser o mais simples de todos.
Talvez por seu matiz lilás que me transmite equilíbrio
e graça. Mais uma vez, a fonte de inspira��o
foi o cinema dos sentimentos de Valério Zurlini. Celso
Felix é um duplo do personagem interpretado por Alain
Delon em A Primeira Noite da Tranqüilidade. Filmei O
Paraíso Proibido lendo diáriamente os poemas
de Jorge de Lima : Vinde vós da cidade para o campo,
onde existe a aventura da malária."
- Local das Filmagens : Itanhaem, Santos, Praia Grande e São
Vicente.
- Lançamento em São Paulo : dia 19 de Outubro
de 1981, nos cines Marabá, Del Rey, Cinemar, Amazonas
e circuito.
- Sinopse extendida:
Celso Felix , radialista de sucesso na metrópole e
desiludido com sua rotina de vida, abandona mulher e filhos,
e muda-se para uma pequena cidade balneária do litoral
de São Paulo. Ali, empregado em uma modesta esta��o
de rádio local, tenta afogar sua frustra��o
existencial em jornadas etílicas com o amigo Goiaba
e nos braços de uma jovem caiçara e de uma intelectual,
que se instalou ali para concluir sua tese de mestrado. O
dono da esta��o em que Celso trabalha é
Walter Berlanga, empresário do ramo imobiliário,
que mantém a emissora por exigência de sua jovem
filha Paula. As coisas parecem tranqüilas para Celso,
quando surge Rivaldo Menezes, velho amigo e mentor profissional,
e tenta novamente envolvê-lo na sedu��o
capitalista, no jogo do poder e da concorrência desleal.
Rivaldo é um profissional em fim de carreira, e para
alcançar seus objetivos (convencer Walter à
vender a radio para o concorrente, e assim ganhar uma alta
comissão), não hesita em empurrar a própria
companheira de vida, a sensual e calculista Ângela,
em cima do amigo.