Elenco
Marieta Severo (Narradora)
Patrícia Pillar (Iara)
Maurício Tizumba (Tibúrcio)
Paulo José (Papai Noel)
Gero Camilo (Zé Burraldo)
Constantin de Tugny (Vevé)
Miguel de Oliveira (Maicom)
Rodolfo Vaz (Pescador)
Benjamim Abras (Pescador)
Manoelita Lustosa (Freguesa)
Edgar Quintanilha (Alaor)
Mário César Camargo (Padre)
Rita Clemente (Mãe do Vevé)
Jefferson da Fonseca (Pai do Vevé)
Dan Costa (Olívia)
Maria Gladys (D. Hanna)
Antônio Naddeo (Pai de Zé Burraldo)
Cunha do Amaral (Diretor de teatro)
Curiosidades
écio Ratton inicialmente escreveu o roteiro do conto "O Casamento da Iara", para participar de um roteiro de curtas-metragens com temática infantil cujos vencedores seriam exibidos na TVE. O roteiro foi selecionado e o curta produzido, com duração inferior a 12 minutos, sendo posteriormente exibido. Como sabia que o tema rendia uma duração maior o diretor guardou o material para usá-lo mais tarde.
- As filmagens das outras 3 histórias que complementam Pequenas Histórias foram planejadas para ocorrerem entre a finalização de
Batismo de Sangue (2007), filme anterior do diretor Helvécio Ratton, e seu lançamento nos cinemas.
- Este é o 3º filme em que o diretor Helvécio Ratton e a atriz Patrícia Pillar trabalham juntos. Os anteriores foram
Menino Maluquinho - O Filme (1994) e
Amor & Cia (1998).
- Exibido na mostra Première Brasil - Hors Concours, no Festival do Rio 2007.
-Filmada na Serra do Cipó, território de águas e cachoeiras, a história "E a água levou..." conta com Patrícia Pillar que empresta sua beleza e reconhecido talento à figura doce e misteriosa da Iara. O pescador é interpretado com candura e muita energia, características pelas quais o cantor, compositor, performer e múltiplo Maurício Tizumba é conhecido.
- A segunda história é "Procissão das almas", inspirada em uma lenda de São João del Rei, "e também num caso acontecido com meu irmão mais velho, que foi coroinha”, explica Helvécio. O protagonista da história, o garoto Vevé, é interpretado pelo jovem Constantin de Tugny, revelado pelo filme.
- A terceira história "Espírito do Natal" foi a última a ser escrita pelo diretor. Helvécio descreve a história como “um encontro entre dois seres desprotegidos, um velho ator desempregado e um menino de rua, e como esse encontro transforma a vida dos dois”.
- Zé Burraldo, o protagonista da história que encerra o filme. A história foi descoberta por Helvécio enquanto ele lia com sua filha Clara um livro de contos do escritor e ilustrador paulista Ricardo Azevedo.
- Aconteceu uma história curiosa das filmagens desse episódio. Quando buscava um caminhão-baú para filmar a cena em que um grupo de teatro mambembe chega na cidadezinha, uma incrível coincidência teve lugar. Em 1986, para realizar A Dança dos Bonecos, Helvécio pediu emprestado ao compositor Pacífico Mascarenhas um caminhão que foi todo adaptado para servir de teatro ambulante, que depois foi devolvido, vendido e se perdeu no tempo. Mas ao contrário do que todos imaginavam, o comprador do veículo recuperou o caminhão e passou a usá-lo como teatro saltimbanco, o Teatro Fiorini. Celebrando mais uma vez as origens do cineasta, o filme apresenta novamente o caminhão-baú, em um triunfante retorno às telas de cinema.
- No episódio do Papai Noel, todas as imagens nos televisores da loja em que o Paulo José trabalha foram aplicadas posteriormente. Em uma homenagem ao
Wilson Grey foi usada uma cena de A Dança dos Bonecos.
- Helvécio Ratton estreou na direção filmando no hospício de Barbacena o documentário Em Nome da Razão (1980). Dirigiu
A Dança dos Bonecos (1986) e
Menino Maluquinho (1995), filmes que marcaram o cinema brasileiro por tratarem o público infantil com sensibilidade e inteligência. Na comédia de costumes
Amor & Cia. (1998), trouxe para o cinema a crítica social e o humor fino do escritor português Eça de Queiroz. Em
Uma Onda no Ar (2002), Helvécio se inspirou na história verdadeira de uma rádio pirata criada por jovens negros em uma favela de Belo Horizonte.
Batismo de Sangue (2006), baseado no livro de Frei Betto, trata de acontecimentos passados durante a ditadura militar no Brasil. Pequenas Histórias (2008) usa magia e humor para encantar adultos e crianças, e marca o retorno do diretor ao universo infantil.