Perdida (1975)

Rio Verde, Norte de Minas: Estela, empregada doméstica, é agredida pelos patrões. Com a trouxa na cabeça, bota o pé na estrada. Num bar de posto de gasolina, salva-se da investida de um bêbado, pela interferência de um chofer de caminhão, que a leva consigo para casa. Mais tarde, recebe dele confissão de amor, traduzida no gesto afetivo de conseguir-lhe emprego na zona da cidade. Estela no início estranha, mas logo se convence da justeza do ato. Intensamente apaixonada, vê partir seu motorista para mais uma viagem, da janela do quarto onde agora irá morar. Zeca, o poeta que também vive na zona e escreve no jornal da cidade, revela pela noviça uma paixão total, vendo-se sempre recusado. Estela mantém-se saudosa, seu coração roda pela estrada. Finalmente, Zeca não suporta tamanha dor, e tenta enforcá-la, invadindo seu quarto. Depara com um freguês indiferente, de quem recebe um tiro mortal. A empregada-prostituta muda de vida e vai trabalhar numa fábrica. Quando menos se espera, reaparece seu motorista, que tenta reanimá-la sem sucesso, pois após mandá-la de volta à zona, a vê partir para Belo Horizonte, a capital do estado.
Ficha Técnica
Título original: Perdida
Gênero: Drama
Duração: 80min.
Lançamento (Brasil): 1975
Distribuição: Embrafilme
Direção: Carlos Alberto Prates Correia
Argumento: Carlos Alberto Prates Correia
Roteiro: Carlos Alberto Prates Correia
Produção: K. M. Eckstein
Produção Executiva: Zelito Viana
Co-produção: Produções Cinematográficas Mapa
Música: Zezinho da Viola
Canções: Tavinho Moura e Noel Rosa
Arranjos: Murilo Antunes
Sonografia: Onélio Mota
Assistente de Som: Geraldo José
Efeitos Sonoros: Victor Raposeiro
Fotografia: José Antônio Ventura
Cenografia: Carlos Wilson Silveira
Montagem: Carlos Brajsblat
Títulos: Rui Souza
Elenco
Maria Sílvia
Helber Rangel
Álvaro Freire
Sílvia Cadaval
Maria Alves
Thaís Moniz Portinho
Thelma Reston
Maria Ribeiro
Wilson Grey
Jorge Botelho
Lupe Gigliotti
Ana Aben-Athar
Fernando José
Pôsters
Premiações
- Melhor Filme, Coruja de Ouro, INC - Instituto Nacional do Cinema, RJ, 1976, Embrafilme
- Melhor Ator (Helber Rangel), Prêmio "Governador do Estado de São Paulo", SP, 1976.
- Melhor Atriz (Maria Sílvia), Prêmio da Crítica do Rio de Janeiro, 1976.
- Prêmio "Golfinho de Ouro", Museu da Imagem e do Som, RJ, 1976.
Curiosidades
- O filme foi censurado na época e até hoje é pouco conhecido.
- Outro título: Uma mulher na vida.
- Participacao dos Novos Baianos e Conjunto Corte Palavra
- Locações em Belo Horizonte.