O
Risco, Lucio Costa e a Utopia Moderna

Lucio
Costa é uma das raras personalidades na história
do
Brasil que permitem cruzar a sua história individual
com a construção da nação de maneira
muito natural e aberta. O documentário narra, através
da trajetória do arquiteto e urbanista Lucio Costa,
o processo de "formação" da arquitetura
moderna brasileira.
Ficha Técnica
Título original: O Risco, Lucio Costa e a Utopia
Moderna
Gênero: Documentário
Duração: 76 min.
Lançamento (Brasil): 2003
Distribuição:
Direção: Geraldo
Motta Filho
Assistente de direção: Eduardo Guedes
Roteiro: Geraldo Motta Filho e Guilherme Wisnik
Produção: Juliana Simões de Carvalho e Bang
Bang Filmes
Produtor: Juliana de Carvalho e Geraldo Motta Filho
Produtor Executivo: Juliana de Carvalho
Produção de filmagens: Luciana Motta
e Endyara Mendonça
Música: Cacá Machado
Som direto: Valéria Ferro, Juarez Dagoberto
e Gabi
Fotografia: Mario Carneiro e Pedro Ionescu
Câmera: Pedro Ionescu
Direção de arte: Toni Cid
Edição: Mair Tavares
Elenco
Lucio Costa
Maria Elisa Costa
Oscar Niemeyer
Ítalo Campofiorito
Sophia Telles
Otília Fiori Arantes
Lauro Cavalcanti
Yves Bruand
Pôsters
Premiações
- Recebeu no 31º Festival de Gramado, 2003, o Prêmio
Especial do Júri, Pela Pesquisa e a recuperação
de imagens de um dos maiores personagens da cultura brasileira
- Prêmio especial do júri, na 14ª edição
do Cine Ceará - Festival Nacional de Cinema e Vídeo,
2004.
- O ET de Prata de Melhor Direção no 3º
Festival de Cinema de Varginha, 2004.
Curiosidades
- Título em Inglês: The Line - Lucio Costa and
the Modern Utopia.
- Sinopse Completa:
Lucio Costa é uma das raras personalidades na história
do Brasil que permitem cruzar a sua história individual
com a construção da nação de maneira
muito natural e aberta.
Através de imagens realizadas pela produção,
de imagens filmadas pelo próprio Lucio Costa, desde
os anos 30 até os anos 60 do século XX, em seus
registros de viagem, com sua câmera 8MM - adquirida
em viagem realizada em 1938 a Nova York -, e de vasto material
de arquivos nacionais e internacionais, o documentário
“O Risco, Lucio Costa e a Utopia Moderna”, agraciado
com o Kikito relativo ao Prêmio Especial do Júri,
na cerimônia de premiação do 31º
Festival de Cinema de Gramado, ocorrida no dia 23 de agosto
de 2003, narra, através da trajetória do arquiteto
e urbanista Lucio Costa, o processo de “formação”
da arquitetura moderna brasileira.
A cidade de Brasília ocupa o lugar sagrado de ponto-de-partida
e chegada do filme. 1960, ano da sua inauguração,
é um momento simbólico tão convergente
que nos permite ir e voltar na narrativa, de modo a possibilitar
uma forma não linear de encadeamento dos acontecimentos,
sendo assim fiéis ao modo particular de Lucio Costa
raciocinar e conceber a história.
Como diz Maria Elisa Costa - filha de Lucio - em seu depoimento:
“... o tempo é um só na cabeça
dele”. E talvez por isso, comandado por algum desses
“acasos objetivos”, ele tenha sintetizado em imagens
esse modo de relacionar as coisas. Por engano, em algumas
ocasiões, usou duas vezes o mesmo lado do negativo
em seus registros de viagens, gerando imagens sobrepostas
em que aparecem vilarejos portugueses, o Fórum Romano,
e a Villa Savoye, por exemplo. De que maneira mais expressiva
e singela se pode abordar a já tão falada questão
da combinação entre modernidade e tradição?
Por intermédio de uma série de entrevistas com
personalidades como Oscar Niemeyer, Ítalo Campofiorito,
Sophia Telles, Otília Fiori Arantes, Lauro Cavalcanti,
Yves Bruand, familiares de Lucio Costa e outros, transitamos
livremente entre os discursos, deixando-os decolar sob a linha
do horizonte de um Brasil que então se desenhava –
o que não significa adesão imediata a essa utopia,
mas discussão crítica de suas circunstâncias.
Dentro desse conjunto de relações dadas por
depoimentos e imagens, o Lucio Costa apresentado no filme
não é uma figura isolada. Ele aparece, às
vezes mais claramente, na relação que estabelece
com Le Corbusier e com Oscar Niemeyer, isto é, como
figura-chave no processo de “formação”
da arquitetura moderna brasileira: utopia feita realidade.
Realidade que pede maior discussão, o que no documentário
se faz de maneira vertical.