Elenco
Geraldo Alves (Moreira)
Renata
Fronzi (Angelina)
Paulo
Gracindo (Roberto)
Wellington Botelho (Euzébio)
Costinha (Juiz)
César Ladeira (Prado Seixas)
Roberto Guilherme (Guilherme)
Alfredo Viviani (Borgatto)
Aziza Perlingeiro (Sra. Roberto)
Carlos Melo (Contrabandista)
Miriam Roth (D. Joana)
Yolanda Fronzi (Senhoria)
Jararaca e O. Guanais ( Pensionistas)
Nick Nícola (Assaltantes)
Paulo Wagner (Parceiro)
Chocolate (Chocolate)
Wilson
Grey (Secretário de Moreira)
Ratinho (Vagabundo)
Alfredo Alves (Tocador de Tuba)
Hugo Brando (Deputado)
Zélia Hoffman (Sra. Paulo Seixas)
Nadia Waleska (Secretária de Moureira)
Nina Sajkowski (Secretária de Guilherme)
Tertuliano Pyl (Acionista)
Fernando Ribeiro (Apresentador)
Paulette Silva (Moça na Festa)
Paulo Roberto de Almeida Lemos (Barman)
Maria Sônia Araújo (Modelos)
Geórgia Quental (Modelos)
Elke
Maravilha (Modelos)
Maria Alice Piquet (Modelos)
Maysa Gans Viotti (Modelos)
Noêmia Morais de Almeida (Modelo)
Natacha Íris (Transeunte)
Ângela Fonseca (Transeunte)
Antônio dos Santos (Menino)
Bebel Assaf (Menina)
Monsueto Menezes
Elke Una
Carlos Nathan
Tertuliano Barreto
Walter Goulart
Georgia Santos
Maria Bebel
Maria Correa
Maria Sônia
Yola Rena
Curiosidades
- Monteiro Guimarães é um pseudônimo utilizado
por Adhemar Gonzaga.
-
Salário Mínimo foi o último longa metragem
dirigido por Adhemar Gonzaga e funciona como uma súmula
de suas preocupações tardias, quando o sonho
da industrialização do cinema brasileiro já
parecia distante e envolto em questionamentos políticos.
Um certo cinema popular, enraizado nas tradições
populares e dirigido ao homem comum encontra em Salário
mínimo uma peça de resistência. Distanciando-se
do Cinema Novo e da nascente pornochanchada, da geografia
da zona sul carioca e do exame da burguesia ou do favelado,
Gonzaga centra-se no mundo suburbano e de classe média
baixa, examinando o eterno contraste entre os valores de formação
(honestidade, castidade, etc.) e a miséria da vida,
tanto econômica quanto existencial, verificando como
os pequenos desvios acabam por compor um painel humano variado
e positivo.
- Nas anotações de Gonzaga havia a seguinte
observação: "O filme não foi feito
70% como se queria. Feito sem capital. Nota-se a falta de
produção, que eu fazia por trás da direção,
e às pressas. Muita coisa mudada durante a filmagem,
o que não podia acontecer. O filme está acadêmico
e sem angulação. Sei que saiu um filme fraco,
sem acentuar o seu conteúdo amargo, com fundo de comédia".
- Considerado por Eduardo Coutinho como "um filme verdadeiramente
de autor". "Salário mínimo" começou
a ser rodado a 17 de julho de 1969. Estreou no Rio de Janeiro
a 14 de dezembro de 1970, nos cinemas Art-Palácio Copacabana,
Tijuca, Meyer e Madureira.
- Roberto Mirilli faz a Fotografia adicional.
- Números musicais: "Sai de Perto" Monsueto
e Catupiri, com Monsueto Menezes, "Pedido, de Carlos
Nathan e José Vale, com The Bubles.
- "Adhemar Gonzaga, seu realizador, mais uma vez dá
prova de integridade profissional que vem mostrando há
várias décadas, fazendo o filme à sua
moda e não à moda de ninguém, porque
assim achou que devia ser seu tratamento. E concordamos, com
Gonzaga: os humildes merecem um filme humilde".
Tati Moraes, Ultima Hora (RJ), 18 dezembro de 1970
- Fiel ao seu imaginário, a família e aos artistas
e técnicos que o acompanharam em boa parte da sua trajetória,
Adhemar Gonzaga recheia Sálario Minímo com citações
e participações que nem todos identificariam
à primeira vista.
Imaginário: o carnaval, o samba, o morro, comparecem
no número cantando por Monsueto.
Família: a mulher Yolanda Fronai, a enteada Renata
Fronzi, o marido desta, César Ladeira, e o filho do
casal Cesar Ladeira Filho, então líder do conjunto
The Bubbles, interpretam papéis chave na trama.
- Sinopse extendida:
Moreira mora numa pensão, trabalha numa firma e é
noivo há 12 anos de Angelina. Centro dia encontra Roberto,
velho amigo, que o aconselha a tentar algo melhor. Moreira
prefere o certo, embora modesto. Angelina irritada com o longo
noivado arma violenta briga e Moreira se casa. Depois da lua
de mel o casal vai morar nos fundos da casa de uma viúva,
em Jacarepaguá. Alguns anos depois reencontra Roberto.
Desta vez Angelina também insiste na melhoria. Moreira
resolve pedir aumento, desajeitadamente. É despedido
e resolve recorrer a Roberto. Consegue um escritório
seu mas a vida continua difícil. O magnata Prado Seixas,
amigo de Roberto, pede-lhe um balanço irregular. Moreira
recusa, mas algum tempo depois quase cede, arrependendo-se
a tempo. Não importa a vida modesta, desde que do lado
de Angelina, na casa da viúva que os considera parentes.