O Segredo da Múmia

Num dia tempestuoso, um homem barbudo distribui aos presentes em seu castelo partes do mapa que indica o túmulo da múmia de Runamb, alegando ser incapaz, por motivos de saúde, de empreender a viagem. Nos dias subsequentes, o rádio anuncia uma série de crimes misteriosos, tendo como vítimas colecionadores de arte. No ano de 1954, no Cairo, o professor Expedito Vitus, cientista brasileiro, acompanhado de sua equipe e auxiliado pelos fragmentos do mapa, realiza a proeza histórica de descobrir o túmulo da múmia Runamb. Ao voltar ao Brasil, recusa-se a dar entrevistas à imprensa, magoado com os que o ridicularizaram, tempos antes, por ter anunciado a descoberta do elixir da vida. Após pesquisas, descobre que Runamb fora um rico mercador e assassino psicopata, matando todas as mulheres que possuia e condenado à morte. O Dr. Vitus aplica o elixir da vida em Runamb e a múmia começa a atacar, cometendo diversos crimes. Runamb identifica na jornalista Miriam, sua antiga paixão Nadja, oferece-lhe flores e a beija. Apesar das súplicas de Miriam, a múmia é fuzilada e se move até o lago próximo, onde finalmente afunda.
Ficha Técnica
Título original: O Segredo da Múmia
Gênero: Terrir (Terror/Comédia)
Duração: 85min.
Lançamento (Brasil): 1981
Distribuição: Embrafilme
Direção: Ivan Cardoso
Assistente de direção: Alfinete e Nina de Pádua
Roteiro: Rubens Francisco Luchetti
Argumentos: Eduardo Viveiros e Ivan Cardoso
Produção: Ivan Cardoso e Zelito Vianna
Produtor Associado: Anselmo Vasconcelos, Ivan Cardoso, Rubens Francisco Luchetti, Zeca Parente e Fernando Carvalho
Produção Executiva: Zelito Vianna
Direção de Produção: Haroldo Marinho Barbosa
Assistente de produção: Maria Beatriz, Paulo César, Mara Aché e Carlos Wilson
Co-produção: Mapa Filmes, Super 8 Produções Cinematográficas e Embrafilme
Música: Júlio Medaglia e Gilberto Santeiro
Som: Hélio Barrozo Neto e Nel-Som
Som Guia: Maurício Farias
Sonoplastia: Antônio César
Ruídos: Roberto Carvalho
Mixagem: Roberto Mello, Nonô Coelho e Maranhão
Fotografia: Cezar Elias, João Carlos Horta e Renato Laclette
Efeitos Especiais: Sérgio Farjalla
Fotografia de Cena: Eduardo Viveiros
Desenho de produção: Oscar Ramos
Direção de arte: Oscar Ramos
Edição: Ricardo Miranda, Gilberto Santeiro e Cristiana Tullio-Altan
Assistente de Montagem: Regina Rocha
Eletricista: Boi e Lídio
Maquiagem: Mara e Ana Grega
Coreografia: Arnaldo Muniz Freire
Continuidade: Nina de Pádua
Pôsters
Premiações
- Melhor Direção, Montagem (Gilberto Santeiro e Ricardo Miranda), Cenografia (Oscar Ramos), Ator (Wilson Grey), XV Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, DF, 1982
- Melhor Roteiro (Rubens Francisco Luchetti), Trilha Sonora (Gilberto Santeiro e Júlio Medaglia), Ator Coadjuvante (Felipe Falcão) e Prêmio Especial (Wilson Grey), X Festival do Cinema Brasileiro de Gramado, RS, 1982
- Melhor Ator (Wilson Grey), Cenografia, Figurinos e Prêmio Especial (Ivan Cardoso), Prêmio APCA - Associação Paulista dos Críticos de Arte, SP, 1982
- Melhor Filme de Ficção, Federeção de Cineclubles do Rio de Janeiro, RJ, 1984
- Melhor Ator (Wilson Grey), Prêmio "Múmia de Ouro", Curso de Cinema da UFF, Universidade Federal Fluminense, RJ, 1984
- Grande Prêmio da Crítica no Cine Imaginário e Ficção, Madri, Espanha, 1982.
Curiosidades
- Recebeu o título em inglês The Secret of the Mummy.
- Muito antes que a mixagem de humor com terror virasse moda e mania hollywoodiana, na metade dos anos 80, Ivan Cardoso já tinha inventado o "terrir".
- "As pessoas que sonham de dia descobrem coisas que escampam às que sonham à noite", diz o professor Expeditus Vitus (Wilson Grey em papel principal).
- Fatos verdadeiros da época, como o poeta Manuel Bandeira condecorando a miss Marta Rocha, fundem-se com imagens de um Egito filmado em algum lugar do Rio de Janeiro.
- O cineasta José Mojica Marins, o Zé do Caixão, aparece no prólogo em preto & branco, interpretando um arqueólogo moribundo que revela o segredo do mapa com a localização da múmia.
- Primeiro papel principal de Wilson Grey (1923-1993), na verdade Wilson Chaves, que nasceu no Rio de Janeiro e estreou no cinema em 1951 no filme Hóspede de uma noite. Depois, foram mais de 200 filmes, entre curtas, médias e longas-metragem, sempre como coadjuvante. É o ator brasileiro que mais trabalhou em cinema e um dos recordistas mundiais. Magro, com bigodinho fino, sempre interpretou o malandro carioca, cheio de ginga. Na televisão, fez sucesso como o "Linguiça", parceiro de "Azambuja", famoso personagem de Chico Anysio. Falace em 1993, aos 69 anos de idade, no Rio de Janeiro.
- "Pode o amor durar 30 séculos?" - extraído do cartaz original do filme.