Sentidos À Flor Da Pele

Sentidos à Flor da Pele acompanha a rotina de vida de deficientes visuais que atuam de modo nada convencional no mercado de trabalho. Vivemos num mundo cada vez mais dominado por imagens. A perda parcial ou total da visão promove um aprofundamento na fruição dos outros sentidos, que se tornam muito mais aguçados. O tema principal do filme são as capacidades, habilidades, inúmeras possibilidades de inclusão, também estímulos, compreensão e a luta contra todo tipo de preconceito.
Ficha Técnica
Título original: Sentidos À Flor Da Pele
Gênero: Documentário
Duração:
Lançamento (Brasil): 2009
Distribuição:
Direção: Evaldo Mocarzel
Roteiro: Evaldo Mocarzel e Marcelo Moraes
Produção executiva: Zita Carvalhosa
Direção de produção: Afonso Coaracy
Co-produção: 24VPS FILMES, SuperFilmes
Música:
Som: Miriam Biderman, Ricardo Reis e Ana Chiarini
Fotografia: Paulo Jacinto dos Reis e Jacques Cheuiche
Edição: Marcelo Moraes
Finalização Imagem: Estúdios Mega
Mixagem: Estúdios Mega
Elenco
Antony Moraes
Ricardo Tadeu
Sérgio Faria
Elizabeth Dias de Sá
Pôsters
Premiações
- Ganhador do Concurso “Programa Janela Brasil” - Governo do Estado de São Paulo/ Secretaria de Estado da Cultura/ Fundação Padre Anchieta e Rede SESC TV
Curiosidades
- Selecionado para o Festival do Rio BR, 32º Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e Selecionado para o IV Festival de Cinema Brasileiro de Goiânia 2008.
- Participou do II Festival Paulínia de Cinema, 2009.
- Evaldo Sérgio Vinagre Mocarzel nasceu no dia 9 de fevereiro de 1960 em Niterói,no Estado do Rio de Janeiro. Formou-se em Cinema e Jornalismo na Universidade Federal Fluminense, no Rio, em 1982. Em 1999, realizou o seu primeiro curta-metragem, Retratos no Parque, focalizando o confronto de um morador de rua com um turista num parque de uma grande cidade. Em 2001, realizou o curta-metragem À Margem da Imagem, documentário sobre os moradores de rua de São Paulo, com produção do cineasta Ugo Giorgetti. O curta discute a estetização da miséria e o roubo da imagem de quem está na exclusão social mais absoluta. À Margem da Imagem ganhou 19 prêmios em festivais nacionais e internacionais, entre eles, a Margarida de Prata da Comissão Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o prêmio Glauber Rocha na Jornada da Bahia, Menção Honrosa do Júri Oficial e do Júri Ecumênico no 49º Festival de Oberhausen 2003, na Alemanha. O curta À Margem da Imagem foi exibido em várias mostras pelo mundo, entre elas, Flickerfest (Austrália), Festival de Rotterdam, Festival de Leipzig, Tribeca Festival (EUA), Festival de Santa Maria da Feira (Portugal), Festival de Tolouse e Festival de Québec, entre outros. Evaldo Mocarzel finalizou em 2003 a versão em longa-metragem de À Margem da Imagem. O longa ganhou o kikito de Melhor Documentário no 31º Festival de Gramado – Cinema Brasileiro e Latino e o prêmio de Melhor Documentário no Festival do Rio 2003. Em 2004, fez o longa-metragem Mensageiras da Luz, documentário sobre as parteiras tradicionais do Estado do Amapá. Mensageiras da Luz ganhou vários prêmios no 1º Festival de Belém do Cinema Brasileiro (Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Filme para a Associação dos Produtores de Cinema do Norte e do Nordeste), Prêmio Especial do Júri no Cine PE – Festival de Cinema de Recife e Prêmio Especial do Júri na Jornada da Bahia. O filme também foi exibido na Semana da Crítica no Festival de Locarno, na Suíça. Em 2005, Mocarzel finalizou Do Luto à Luta, longa-metragem que trata da Síndrome de Down. O diretor tem uma filha com Síndrome de Down chamada Joana, e fez esse documentário como um filme de utilidade pública, tentando ajudar os pais a vencer uma possível rejeição inicial ao bebê com Down, além de mostrar pessoas portadores dessa Síndrome trabalhando, namorando, casando, até mesmo dirigindo uma cena de ficção com atores dentro do próprio documentário. O filme ganhou o prêmio TV Cultura na 10ª edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários e mais oito prêmios no Cine PE – Festival do Audiovisual de Recife, além do Prêmio Especial do Júri no Festival de Gramado de 2005 e o Prêmio de Melhor Documentário segundo o Júri Popular no Festival Internacional do Rio no mesmo ano. Além de jornalista e cineasta, Evaldo Mocarzel fez parte, durante quatro anos, do Círculo de Dramaturgia criado pelo diretor teatral Antunes Filho no Centro de Produção Teatral (CPT) do Sesc, em São Paulo. Em 2003, escreveu e produziu a montagem É O Bicho – A Ordem Natural das Coisas, peça infantil que foi vista por mais de 70 mil pessoas em todo o Brasil. A peça foi uma tentativa de falar da Morte para o público infantil, com direção de Rosi Campos e Cláudia Borioni, cenários de J. C. Serroni e teve Kayky Brito, Stephany Brito e Dhu Moraes à frente do elenco. Em 2004, outra peça de sua autoria foi encenada: RG, com direção de José Renato (um dos fundadores do Teatro de Arena de São Paulo) no Teatro dos Arcos. O texto é uma tentativa de levar para o palco a discussão do documentário À Margem da Imagem, que é o roubo da imagem de quem está na exclusão social mais absoluta. Sua terceira peça, A Caçada, teve em 2005 duas leituras: no Espaço Viga, em São Paulo, e na Casa da Gávea, no Rio de Janeiro.