Terra Violenta
"Cenas documentais da regi�o enquanto um locutor exp�e o problema social pela posse das �reas cacaueiras. O todo poderoso Z�ca Maraj�, a prostituta Nancy, e Sergio de Oliveira, para mostrar depois os dom�nios do oponente Raimundo, a esposa Irene e Joana, a empregada. Ap�s esta apresenta��o, os personagens s�o dispostos em embates pela conquista das terras que formara o desenvolvimento da trama. Praticamente, at� o fim, ser�o seq��ncias da confronta��o dos dois grandes latifundi�rios, crimes praticados por jagun�os, misturado com os amores da prostituta e da nova conquista de Carlos, Irene." (Jornal da Jornada)
Ficha T�cnica
T�tulo original: Terra Violenta
G�nero: Aventura
Dura��o: 110min.
Lan�amento (Brasil): 1948
Distribui��o: U.C.B. - União Cinematográfica Brasileira
Dire��o: Edmond Bernoudy
Assistente de dire��o: Paulo Machado
Roteiro: Alinor Azevedo e Edmond Bernoudy
Produ��o: Luís Severiano Ribeiro Júnior e Plínio Campos
Gerente de produ��o: Plínio Campos
Co-produ��o: Atlântida Cinematográfica
M�sica: Lírio Panicali
Can��es: Dorival Caymmi e José Carlos Burle
Som: Jorge Coutinho
Fotografia: Edgar Brasil
Câmera: George (Jiri) Dusek
Desenho de produ��o: Lazlo Meitner
Edi��o: Waldemar Noya e Paulo Machado
Elenco
Anselmo Duarte
Maria Fernanda
Graça Melo
Grande Otelo
Celso Guimarães
Heloísa Helena
Sady Cabral
Luiza Barreto Leite
Edmundo Maia
Diná Mezzomo
David Conde
Agnaldo Camargo
Zbigniew Ziembinski
Modesto de Souza
César Ladeira
Ruth de Souza
Helmício Fróes
Jackson de Souza
Jorge Murad
Mário Lago
Nelson Vaz
Teresa Moura
Antônio Nobre
Luiz Gonzaga
Plínio Campos
Grijó Sobrinho
Ângelo Labanca
Isolda Maguini
Marina Gonçalves
Heitor Carvalho
Kito Maguini
Pedro Veiga
Sérgio de Oliveira
P�sters
Premia��es
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Curiosidades
- Baseado no romance Terras do Sem Fim, de Jorge Amado.
- "Exibido há alguns meses numa infeliz 'avant-première'. Este filme voltou aos estúdios da Atlântida para sofrer alguns reparos. Bernoudy, que viera da América para dirigir esta película baseada no romance Terras do sem fim, de Jorge Amado, foi taxado de ignorante, de incapaz e, segundo as más línguas, foi posto para fora da Atlântida. Novos takes foram feitos, nova montagem e tudo ficou prontinho para uma segunda 'avantpremière'. A coisa estourou em vários cinemas de um grande circuito. Dos que a viram a primeira vez, pouquíssimos mesmo tiveram a coragem de vê-lo novamente. Nós temos que ver, por desencargo de consciência. Talvez por auto-sugestão - quem sabe? - nos pareceu que o negócio melhorou. Melhorou, mas ainda está longe, muito longe de ser bom. Apesar de apresentar uma coisa que só os otimistas e os interessados poderão classificar, o filme apresenta, isoladamente, detalhes apreciáveis (como, por exemplo, a fotografia limpa, nítida) e, em certos trechos, artísticos para o Brasil. Em alguns momentos, a música domina a situa��o, de forma que não é ela que age em fun��o do argumento, mas é certo que esse argumento passe para um plano secundário, agindo em sua defesa. Das interpretações, Graça Melo é indiscutivelmente o melhor, apesar de apresentar falhas, que cabem, antes, à dire��o. Anselmo Duarte está bem melhor e cada vez mais aprimora o seu trabalho. Os demais, regulares, sem uma unanimidade e sem um equilíbrio seguro. A iniciativa da Atlântida em focalizar assuntos sérios merece louvores e são experiências dessa natureza que exaltam o progresso do povo indígena." - comentários extraídos da revista A Cena Muda, na época do lançamento do filme.
- Grande fracasso da Atlântida (o filme deu um prejuízo superior a 2 bilhões de cruzeiros velhos, equivalente a quase 2 milhões de dólares).
- O diretor americano Edmond Bernoudy, dizem, nada entendia de dire��o e ainda por cima foi sabotado pela equipe técnica.
- O diretor Edmond Bernoudy foi assistente de dire��o de Alfred Hitchcock em 1940 no filme "Correspondente Estrangeiro".