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As Vidas de Maria

21 de abril de 1960: Maria e Brasília nasceram no mesmo dia. Cresceram juntas. Torceram pelo tricampeonato do Brasil na Copa do Mundo de Futebol. Assistiram, cada uma a seu modo, à luta do movimento pelas Diretas Já. E assim presenciaram as manifestações pelo impeachment do ex-presidente Fernando Collor. Compartilharam conquistas e decepções.

Ficha Técnica

Título original: As Vidas de Maria
Gênero: Drama
Duração: 76 min.
Lançamento (Brasil): 2004
Distribuição: Pandora Filmes
Direção: Renato Barbieri
Roteiro: Di Moretti
Produção: Renato Barbieri, Márcio Curi, Marcus Ligocki e Carla Gomide
Produção Executiva : Márcio Curi
Direção de produção:
Produtores associados: Quanta, Ingra Liberato e Alex Ribondi
Co-produção: Videografia, Asa Cinema e Vídeo
Música: Duca Leindecker e Leo Henkin
Som: Dirceu Lustosa
Fotografia: Jacob Sarmento Solitrenick
Direção de arte: Fatah Mendonça e José Roberto Furquim
Figurino: José de Anchieta
Edição: Edu Jung

Elenco

Ingra Liberato (Maria)
Gustavo Melo (Tiago)
Gésio Amadeu (Jorge)
Cláudio Jaborandy (Getúlio)
Stephany Brito (Maria - adolescente)
Ingrid Zago (Maria - 10 anos)
Giulia Dainey Roque (Maria - 4 anos)
Adriano Siri (Dr. Carvalho)
Dora Wainer (Dra. Selma)
Bruno Torres (Fernando)
Marcílio Lôbo (Fernando - criança)
André Araújo (Rodrigo)
Henrique Cabral (Cabral)
Ader Marques (Amigo de Fernando)
Alessandro Brandão (Namorado da boate)
Juliano Cazarré (Cara-pintada)
Gustavo Melo (Thiago)
Reis, Esmeralda (Mãe do Thiago)
Jonas Schneider (Médico)
Ruane Silva (Ana, filha de Maria)
Willian Ferreira (Dragão da Independência)

Pôsters

Premiações

-

Curiosidades

- O filme marca a estréia do premiado documentarista Renato Barbieri em longas-metragens de ficção. Reconhecido internacionalmente por trabalhos como Atlântico Negro - Na Rota dos Orixás e Malagrida, Barbieri começou sua carreira dentro do núcleo de criação da produtora paulista Olhar Eletrônico, ao lado de Fernando Meirelles, Paulo Morelli e Marcelo Tas, dentre outros.

- Teve o maior lançamento comercial de um filme produzido em Brasília até sua estréia.

- O orçamento de As Vidas de Maria foi de R$ 1 milhão.

- Participou do Festival de Brasília, 37, 2004 - Brasília - DF.

- Sinopse extendida:
Maria nasceu no mesmo dia em que Brasília foi inaugurada. Esta data marca também a morte de sua mãe, por complicações no parto. Filha de um operário que construiu a cidade, sua memória registra uma infância que mescla a vida humilde em uma cidade satélite, com as agitadas manifestações dos anos 60.
Seu pai, Getúlio, nordestino, desempregado depois da inauguração de Brasília, resolve tomar uma atitude radical: ir para a Transamazônica, a nova frente de trabalho no país. Entrega Maria, então com 10 anos, para ser criada por seu padrinho, Jorge, motorista residente da família de um rico Deputado. Maria perde o contato com o pai e passa a viver uma realidade totalmente diferente.
A família do Deputado é composta por Dr. Carvalho, sua esposa Selma e pelo filho único, Fernando. O jeito de ser de Maria faz com que Selma se afeiçoe cada vez mais a ela, adotando-a progressivamente.
No entanto, o convívio de Maria com o "irmão" é conflitante. Ele, um típico adolescente membro da elite brasiliense da época. Foi a partir dessa relação que a inocência da bela Maria chega ao fim e, então, ela começa a jogar pelas novas regras do poder. Por envolvimento com negócios ilícitos Fernando é obrigado a abandonar o país. Maria, agora adotada por Selma, se insere de vez na sociedade brasiliense e passa a conviver com filhos de diplomatas e casa-se com um jovem e próspero empreiteiro local, Wagner Oswaldo. Enquanto Maria é conduzida pelo padrinho Jorge para o ritual de seu casamento, o povo nas ruas de Brasília exige eleições diretas para presidente. É a vida de Maria mais uma vez se confundindo com a vida e a história de Brasília.
O infeliz casamento dura sete anos, tempo suficiente para que Maria decida novamente mudar de vida. No dia da separação, os estudantes "caras-pintadas" estão nas ruas de Brasília pedindo o impeachment de Collor. Por obra do acaso ela fica conhecendo um dos manifestantes, o libertário Tiago: negro, nordestino, canhoto e gay.
Maria e Tiago iniciam uma relação radicalmente humana. Tiago já aprendeu a lidar com os preconceitos da sociedade brasileira e vive a vida com prazer e irreverência. Maria, incentivada pelo amigo, ganha um novo impulso em sua vida. Os novos rumos fazem com que Maria vá ao encontro de seu passado em ruínas.
Resolvida, ela começa a engendrar o futuro. Nasce o novo milênio e uma filha. Maria e Tiago vivem, cada um a seu modo, esse momento especial.

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