O Vigilante

É a história daqueles que acham que os dias melhores se encontram sempre mais adiante, depois do arco-íris ou além da linha do horizonte. Quando podem, partem deixando ou pensando deixar para trás a miséria e a fome, mas, na maioria das vezes, somente deixam a enxada e o podão, a seca e o cerrado. Só não deixam para trás a esperança.
Ficha Técnica
Título original: O Vigilante
Gênero: Aventura
Duração: 85 min.
Lançamento (Brasil): 1992
Distribuição:
Direção: Ozualdo Candeias
Roteiro: Ozualdo Candeias
Produção Executiva: Ozualdo Candeias
Co-produção: Ozualdo Candeias Produções Cinematográficas
Música:
Som: Pedro Luís Nóbile
Fotografia: Ozualdo Candeias
Edição: Máximo Barro
Elenco
Walter Carlos
Franco Lino
Wilson Roncati
Rogério Costa
Sidney Góes
Ariela Goldman
Bárbara Fázio
Mara Prado
Solange Abreu
Marly Gonçalves
Veridiana Carvalho
Pôsters
Premiações
- Prêmio Especial do Júri para Ozualdo Candeias, por seu trabalho à frente de um filme de extremo vigor e atualidade e por sua criativa linguagem de autor, XXV Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, DF, 1992.
Curiosidades
- Último filme de Candeias (1922- ), mas ainda inédito, na prateleira, pois não conseguiu distribuição. Natural de Cajobi, SP, começa sua carreira como cinegrafista amador, no início dos anos 50. Em 1952 faz o curta experimental Tambaú, cidade dos milagres, documentário sobre o padre Donizeti, famoso na época por seus milagres. Em 1967 dirige o clássico A margem, 1967, considerado um dos mais representativos filmes do Cinema Marginal. Nos anos 70/80 dirige outros filmes, mas sem o mesmo brilho.
- "Realizado durante os tempos de chumbo de Collor. Pouco antes, com Sarney, estávamos na época em que a moeda baixava de cotação diariamente. Enquanto a maioria dos produtores, ao receberem a parcela da Embrafilme, Prefeitura ou Estado, as depositavam em caderneta de poupança, que jamais andava na velocidade do dólar, portanto, ficando defasado. Candeias, pelo contrário, imediatamente comprou grande parte do negativo, o que causava os maiores estragos nos orçamentos. Ao mesmo tempo, firmou acordo com o laboratório de sonorização e o de revelação. As filmagens transcorreram na maior penúria, porque ele ficara a zero. Elas aconteciam aos sábados e domingos, preferencialmente. Desta forma quase amadorística, as filmagens se prolongaram além do esperado. Em conseqüência, a cada tanto era obrigado a mudar artistas, porque eles assumiam outros compromissos. Para não perder o já filmado, o argumento era reajustado para readequar-se. O recebimento da segunda parcela tornou menos tormentosa a montagem e sonorização. Infelizmente, o gênero e os empecilhos de produção o tornaram quase um filme maldito. Ninguém se animou a comercializá-lo e, se não fosse por algumas projeções em salas especiais, seria ainda hoje ignorado." - comentário do professor Máximo Barro.