Viver de Morrer

Um casal de classe média vive em constantes dificuldades. Maria se desespera com a frustração econômica do marido e se dispõe a abandoná-lo, a fim de tentar a vida sozinha. Marcelo, no entanto, planeja um golpe numa companhia de seguros. Como primeiro passo, dá carona a um vagabundo ingênuo, que tem as medidas necessárias para, com o rosto desfigurado em "acidente", passar por ele. Marcelo articula, assim, a sua morte civil.
Ficha Técnica
Título original: Viver de Morrer
Gênero: Policial
Duração: 81 min.
Lançamento (Brasil): 1972
Distribuição: Metro-Goldwyn-Mayer do Brasil e Première Film
Direção: Jorge Ileli
Roteiro: Jorge Ileli
Produção: Júlio Heilbron
Co-produção: Entrefilmes (RJ) e Cinesul (SP)
Música: Sérgio Ricardo
Sonografia: Onélio Motta
Fotografia: Dib Lutfi
Cenografia: Carmélio Cruz
Figurinos: Carmélio Cruz
Edição: Maria Guadalupe
Elenco
Mário Benvenutti
Odete Lara
Amiris Veronese
Flávio Portho
Sônia Clara
Dieter Burgel
Jorge Dória
Ambrósio Fregolente
Miriam Pércia
Paulo Padilha
Ângelo Labanca
Yara Cortes
Angelito Mello
Alberico Bruno
Carlo Mossy
Elza Cleonice
Edu da Gaita
Pôsters
Premiações
- Melhor Roteiro (Jorge Ileli), Prêmio "Coruja de Ouro" e o Prêmio Adicional de Qualidade, como um dos 12 longas-metragem de melhor padrão técnico, artístico e cultural do ano, INC - Instituto Nacional de Cinema, 1973, RJ, 1972.>
Curiosidades
- Estreou no mês de agosto, 1972, em São Paulo.
- Sinopse extendida:
Um casal de classe média vive em constantes dificuldades. Maria se desespera com a frustração econômica do marido e se dispõe a abandoná-lo, a fim de tentar a vida sozinha. Marcelo, no entanto, planeja um golpe numa companhia de seguros. Como primeiro passo, dá carona a um vagabundo ingênuo, que tem as medidas necessárias para, com o rosto desfigurado em "acidente", passar por ele. Marcelo articula, assim, a sua morte civil. Matando o vagabundo, vestindo-se com sua roupa e dotando-o de sua identidade, Marcelo torna possível a Maria receber o dinheiro do seguro de vida. Depois do "reconhecimento" do cadáver e de um funeral de farsa, Maria liquida Marcelo e se apossa do dinheiro. Adaptou, assim, a seus interesses a tese do marido, segundo o qual seria possível "viver de morrer". Sonha levar uma vida fácil nos braços do amante, um playboy bem mais moço que ela. Cabe a Maria, agora, a iniciativa: novo golpe no seguro, transferindo sua identidade para Regina, mulher solitária no limiar do suicídio. O jogo de "viver e morrer" prosseguirá em seu ciclo imprevisível com o aparecimento de um personagem maquiavélico que rondou todas essas vidas como um anjo exterminador.