Vivo Ou Morto

No fim dos sete atos ou partes, quem as assistiu conclui, mais ou menos aturdido, que o sr. Teixeira de Barros quis fazer uma obra de elegância e arte destinada a dar destaque a bela arte de primadona e a gorda elegância da srta. Tina D'Arco... Se essa foi, como toda gente supõe, a nobre intenção do austero magistrado, convém acentuar que o audaz autor desse espantoso drama de adultério, ao concebê-lo, esquecendo-se da viçosa idade da gentil cantora, escreveu coisas incompatíveis com o agradável peso da heroína que pretende glorificar.
.
Ficha Técnica
Título original: Vivo Ou Morto
Gênero: Aventura
Duração:
Lançamento (Brasil): 1915
Distribuição:
Direção: Luiz de Barros
Assistente de Direção: Harry Themp
Roteiro: Luiz de Barros, Alves da Cunha e Tina Darco
Argumento: Dr. Teixeira de Barros Júnior
Produção: Arquimedes de Lalor e Luiz de Barros
Co-produção: Guanabara Filme
Música:
Fotografia: Alberto Botelho
Câmera: Paulino Botelho
Fotografia de cena:
Desenho de produção: Ângelo Lazary e Luiz de Barros
Edição: Luiz de Barros
Secretário: Pedro Lima
Elenco
Tina D'Arco
Lucette Duval
Francisco Marzullo
Alves da Cunha
João Barbosa
Leopoldis
Zózimo Barroso
Pedro Lima
Teresa Morandi
Pinto Velho
Pôsters
Premiações
-
Curiosidades
- Arquimedes de Lalor utilizou o pseudônimo de Antônio Rolando, na produção.
- Italo Majeroni utilizou o pseudônimo de Leopoldis, no elenco.
- Luiz de Barros utilizou o pseudônimo de Dr. Teixeira de Barros Júnior, no Argumentos.
- Filme mudo em preto e branco, gravado em 35mm.
- Sinopse extendida:
No fim dos sete atos ou partes, quem as assistiu conclui, mais ou menos aturdido, que o sr. Teixeira de Barros quis fazer uma obra de elegância e arte destinada a dar destaque a bela arte de primadona e a gorda elegância da srta. Tina D'Arco... Se essa foi, como toda gente supõe, a nobre intenção do austero magistrado, convém acentuar que o audaz autor desse espantoso drama de adultério, ao concebê-lo, esquecendo-se da viçosa idade da gentil cantora, escreveu coisas incompatíveis com o agradável peso da heroína que pretende glorificar.
(...) A heroína da fita abandonando o marido e rolando para uma esfera moral que não era da gente com a qual vivera até então, continua a manter com essa gente as mesmas relações de amizade, e as senhoras e senhoritas que foram as suas amigas de outros tempos de solteira e de casada, acham natural a irregularidade de sua situação anormal, que a acompanham por montes e selvas, assistindo sem escândalo aos cálidos beijos que lhe dá o amante. Sendo uma decaída e querendo ir a um baile com o amante a dama principal do filme da autoria do sr. curador das massas falidas, em lugar de ir a um clube de mulheres desenvoltas de sua espécie, apresta-se para brilhar nos honestos salões aristocraticamente familiares do Clube dos Diários... Como se vê, nesta parte dos depautérios do sr. Teixeira de Barros, há um engano insultuoso, e para desfazê-lo com um protesto sem azedume escrevemos estas rápidas linhas...