Xingu Terra

O cotidiano da aldeia indígena Mehinaku do Alto Xingu: a plantação e a colheita de mandioca, a pesca, a preparação da tinta de urucu, a modelagem de cerâmica doméstica. A divisão de tarefas entre homens e mulheres, a terra coletivizada, a ausência de noção de temporalidade, o chefe conselheiro da tribo, o relacionamento entre pais e filhos: apresentação do sistema de valores que mantém o equilíbrio entre o homem, a aldeia e a Natureza.
Ficha Técnica
Título original: Xingu Terra
Gênero: Documentário
Duração: 76min.
Lançamento (Brasil): 1981
Distribuição: Embrafilme
Direção: Maureen Bisilliati
Roteiro: Maureen Bisilliat
Texto: Orlando Villas-Boas
Produção: Sidney Paiva Lopes
Produção executiva: Maria Catarina Rocha
Co-produção: Taba Filmes
Música: Índios do Alto Xingu
Som: Sidney Paiva Lopes
Som direto: Sidney Paiva Lopes
Direção de Fotografia: Lúcio Kodato
Montagem: Roberto Gervitz
Assistente de Montagem: Maurício Tobaruela
Elenco
Orlando Villas-Boas (Locução)
Pôsters
Premiações
- Melhor Fotografia (Lúcio Kodato) e Técnico de Som (Sidney Paiva Lopes), XIV Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, DF, 1981.
Curiosidades
- Locações em Parque Indígena do Xingu, Mato Grosso
- Exibido em setembro de 1981, na Taba Filmes.
- Sinopse extendida:
O cotidiano da aldeia indígena Mehinaku do Alto Xingu: a plantação e a colheita de mandioca, a pesca, a preparação da tinta de urucu, a modelagem de cerâmica doméstica. A divisão de tarefas entre homens e mulheres, a terra coletivizada, a ausência de noção de temporalidade, o chefe conselheiro da tribo, o relacionamento entre pais e filhos: apresentação do sistema de valores que mantém o equilíbrio entre o homem, a aldeia e a Natureza. Motivado por um depoimento de um índio, que relembra os tempos matriarcais, reproduzemse os rituais da tribo: os preparativos, o cerimonial de casamento para o homem e a mulher, o intercâmbio de uma aldeia com outra, a grande celebração da Festa do Yamuricumã. A purificação pela sangria, a pintura corporal totêmica, que distingue as diversas tribos, a reprodução pelas mulheres do antigo espírito guerreiro das matriarcas, as competições masculinas intergrupais: sinais evidentes da liberdade que a civilização branca abandonou ao distinguir o mito da realidade cotidiana.