Personalidades

Rogério Sganzerla

  • Nome Completo:
  • Natural de: Joaçaba, SC, Brasil
  • Nascimento: 1946
  • Falecimento: 09 de Janeiro de 2004

Filmografia - Ator

2009 - Belair
1977 - O Abismu
1970 - Audácia - A Fúria Dos Desejos

Filmografia - Diretor

2003 - Signo do Caos
1997 - Tudo é Brasil
1993 - Perigo Negro
1992 - Oswaldianas
1989 - A Linguagem de Orson Welles (curtametragem)
1986 - Nem Tudo é Verdade
1991 - Isto é Noel
1990 - Anônimo e Incomum
1981 - Noel por Noel (curtametragem)
1981 - Brasil (curtametragem)
1977 - O Abismu
1976 - Viagem e Descri��o do Rio Guanabara por Ocasião da França Antártica (Villegaignon)
1975 - Copacabana Meu Amor
1971 - Fora do Baralho
1971 - Sem Essa Aranha
1970 - Carnaval na Lama (Betty Bomba, a Exibicionista)
1970 - Sem Essa, Aranha
1969 - Mulher de Todos
1968 - O Bandido da Luz Vermelha
1968 - HQ (curtametragem)
1966 - Documentário (curtametragem)

Pr�mios

- Rogério Sganzerla ganhou o Candango de melhor diretor pelo filme O Signo do Caos, que também ganhou como melhor montagem, feita em parceria com Silvio Renoldi, no 36º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, 2003

- Condecorado com a Ordem do Mérito Cultural, em dezembro de 2003.

Curiosidades

- Estreou na dire��o de longas em 1968 com O Bandido da Luz Vermelha, depois de uma carreira de quatro anos como crítico de cinema no jornal O Estado de São Paulo. Ainda muito jovem, foi acolhido por Décio de Almeida Prado, que na época dirigia o Suplemento Literário do jornal O Estado de S. Paulo, e seu texto de estréia foi sobre Os Cafajestes, filme de Ruy Guerra de 1962. Continuou no Suplemento e colaborou também com o Jornal da Tarde. Sempre escrevendo sobre cinema.

- No ano seguinte dirigiu A Mulher de Todos, estrelado por sua mulher Helena Ignez

- Em 1970 fundou a produtora Bel-Air, responsável por filmes do diretor como O Abismo (1977), Nem Tudo é Verdade (1986) e Tudo é Brasil (1997).

- Em 1990, Rogério Sganzerla dirige o vídeo Anônimo e Incomum, sobre os trabalhos do artista Antonio Manuel da Silva Oliveira .

- Nem Tudo é Verdade é o primeiro filme da trilogia idealizada por Sganzerla sobre a visita de Welles ao Brasil. Foi seguido de Tudo É Brasil.

- Tudo é Brasil foi montado na moviola, na mão mesmo, sem hi-tech, com exce��o do som, feito no computador.

- Mesmo fragilizado por complicações de saúde devido a um câncer no cérebro, continou produzindo seus filmes o último foi Signo do Caos, o diretor apresentou a sessão especial do filme no Odeon BR, na noite de segunda-feira (29/09/2003), em uma cadeira de rodas, e foi aplaudido de pé pela platéia.

- Em O Signo do Caos, Sganzerla usou, pela primeira vez, o formato de película em super-16 mm, o que lhe permitiu uma fotografia bem contrastada. Tambem foi obrigado a montar sua própria sala de edi��o a fim de realizar o trabalho nos detalhes previstos.

- Homenageado no Dia Nacional da Cultura e do Cinema Brasileiro, em 5 de Novembro de 2003, com a exibi��o do seu primeiro longa-metragem O Bandido da Luz Vermelha.

- Além de cinema, Sganzerla enveredou pelo teatro. Dirigiu as peças "Savannah Bay", de Marguerite Duras que tinha sua filha Djin Sganzerla e a mulher Helena Ignez no elenco,"O belo indiferente", de Jean Cocteau e "A maja desnuda", sobre a vida e a obra de Goya.

- Sganzerla morreu com um sonho: refilmar seu clássico O Bandido da Luz Vermelha com Alexandre Borges no elenco. "Agora seria em cores, menos intelectualizado, mais pop, mais gibi, e com atores globais no elenco. O Alexandre Borges seria perfeito para fazer o bandido" disse em entrevista em 1998 ao jornal O Globo.

- Sganzerla, hospitalizado para se recuperar de uma cirurgia no cérebro, não compareceu a apresenta��o de seu filme no 36º Festival de Cinema de Brasília. Mas antes da exibi��o sua mulher, Helena Ignez, atriz coadjuvante do filme, subiu ao palco, ao lado da filha Djin e dos atores Guará Rodrigues e Otávio Terceiro, e leu um texto escrito pelo diretor :
"A idéia de justiça relacionada à beleza, numa era impossível. Resumo da a��o: um louco se rebela, atira um sonho na noite dos tempos e paga caro seu compromisso com a verdade nua e crua. Este é o país do tenha a paciência, do espere até amanhã, do depois de amanhã... Em tudo é o mesmo. Nosso país é o mesmo com todos os seus censores curadores feitores malfeitores e manipuladores de opinião pública em geral, que estrangulam a atividade inventiva do cinema. Afinal, o olho não mente e a tela deve falar de sua própria linguagem, concebida no momento da cria��o.

Ninguém pode negar o direito de existência de um filme. Há que respeitar o direito de existir um trabalho assim significativo. Mais do que nunca é preciso compreender que existem várias maneiras de ver e viver o cinema, para decifrar a incógnita de sua existência, ao se reassumir como protagonista de si mesmo. Doutor Amnésio brinda ao final dos tempos: - geladeira para sempre! Qual o futuro desse filme? Nenhum...

Sem deixar de punir a obra, condenando ao perpétuo desprezo e castigando o atrevimento do monomaníaco em questão, por acaso um dos maiores cineastas do mundo, na época em que se passa a a��o. Enfim, um louco se revela contra tudo, atira a felicidade pela janela e manda lavrar a ata com o resultado. Não sentindo nenhum vexame político, ou como��o poética. Sente na pele a revolta social e constrói no Brasil uma divina comédia às avessas."

- Falece no dia 9 de Janeiro de 2004, em São Paulo. Ele tinha um tumor no cérebro. O cineasta estava internado no Hospital do Câncer, na capital, por 20 dias.

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