Canto da Saudade
Coronel Januário candidata-se a prefeito da cidade. Maria Fausta, afilhada do coronel, é cortejada por Galdino, acordeonista da região, mas namora João do Carmo às escondidas do pai. Durante a campanha eleitoral, a moça desaparece. Após intensas buscas, Galdino a localiza, junto com seu namorado, em um esconderijo arrumado pelos padrinhos. O casal retorna e o coronel promove o casamento. Durante a festa, percebe a ausência de Galdino, que havia partido. Segundo a lenda da região, em certos dias, quem passa perto do canavial pode ouvi-lo tocando, triste, a sanfona, saudoso do amor da cabocla.
Ficha T�cnica
T�tulo original: Canto da Saudade
G�nero: Aventura
Dura��o: 95min.
Lan�amento (Brasil): 1952
Distribui��o: Unida Filmes
Dire��o: Humberto Mauro
Argumento: Humberto Mauro
Roteiro: Humberto Mauro
Assistente de dire��o: Mateus Colaço
Produ��o: Humberto Mauro
Gerente de produ��o: José Poli
Co-produ��o: Estúdios Rancho Alegre
M�sica: Heitor Villa Lobos, Carlos Gomes, Humberto
Mauro, Ernesto Nazareth e Noel Rosa
Som: Érico Valder
Fotografia: José de Almeida Mauro
Câmera: Manoel Ribeiro
Cenografia: Alaíde Faria
Montagem: Luiz Mauro
Elenco
Cláudia Montenegro
Mário Mascarenhas
Humberto Mauro
Alfredo Souto de Almeida
Lourival Coutinho
Zizinha Macedo
Bandeira Duarte
Silveira Sampaio
Nicete Bruno
Luiz Delfino
Flávio Cordeiro
Elizabeth Hodos
Francisco Mauro
Alcir Demata
Ladislau Colaço
Edith Bulhões
José A. Mauro
Jaime Souza
Conjunto Acordeões
Premia��es
- Melhor Fotografia (José de Almeida Mauro), Prêmio Associa��o Brasileira de Cronistas Cinematográficos, RJ, 1953
- Melhor Diretor, Prêmio "Saci", SP, 1953
- Melhor Fotografia (José de Almeida Mauro), Prêmio "Governador do Estado de São Paulo", SP, 1953.
Curiosidades
- Último longa-metragem de Humberto Mauro (1897-1983). Natural de Volta Grande, MG, em 1910, mudase para Cataguases e inicia modesta atividade teatral e começa a se interessar por radioamadorismo. Em 1925, com uma câmera Pathé-baby de 9,5 mm, realiza seu primeiro filme, Valadião, o cratera. Seu primeiro longa-metragem é realizado no ano seguinte, Na primavera da vida. Torna-se um dos mais importantes diretores brasileiros, ao realizar clássicos como Lábios sem beijos (1930) e O descobrimento do Brasil (1937). Convidado por Edgar Roquette Pinto, inicia longa parceria com o INCE, Instituto Nacional de Cinema Educativo, e lá produz dezenas de filmes curtos, nas bitolas 16 e 35mm. Pioneiro, é um dos homens mais importantes e influentes do Cinema Brasileiro. Sua obra é usada como referência até os dias de hoje. Morre em 1983, aos 86 anos de idade, no Rio de Janeiro.