Personalidades

Humberto Mauro

  • Nome Completo: Humberto Duarte Mauro
  • Natural de: Volta Grande, MG, Brasil
  • Nascimento: 30 de Abril de 1897
  • Falecimento: 05 de Novembro de 1983
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Filmografia - Ator

1979 - A Noiva da Cidade
1969 - Memória De Helena
1952 - Sete Viúvas Do Barba Azul (inacabado)
1952 - O Canto Da Saudade
1942 - Argila
1937 - O Descobrimento Do Brasil
1933 - Ganga Bruta
1932 - Mulher
1930 - Labios Sem Beijos
1929 - Barro Humano
1927 - Thesouro Perdido
1926 - Na Primavera Da Vida
1926 - Dois Irmãos (inacabado)
1925 - Tr�s Irm�os

Filmografia - Diretor

1983 - Carro De Bois
1952 - O Canto Da Saudade
1955 - Engenhos E Usinas (curtametragem)
1952 - Canto Da Saudade
1940 - Argila
1937 - O Descobrimento Do Brasil
1936 - Cidade Mulher
1935 - Favela Dos Meus Amores
1935 - Pedro Ii
1935 - General Osório
1934 - Inaugura��o Da Sétima Feira Internacional De Amostras Da Cidade Do Rio De Janeiro
1934 - As Sete Maravilhas Do Rio De Janeiro
1933 - A Voz Do Carnaval
1933 - Ganga Bruta
1930 - Lábios Sem Beijos
1930 - Sangue Mineiro
1929 - Symphonia De Cataguases (curtametragem)
1928 - Brasa Dormida
1927 - Thesouro Perdido
1926 - Na Primavera Da Vida
1926 - Dois Irmãos
1925 - Valadão, O Cratera (curtametragem)

Pr�mios

-

Curiosidades

- Filho de Caetano Mauro, imigrante italiano, e de Tereza Duarte, mineira culta e poliglota, nasceu numa fazenda de Volta Grande, perto de Cataguases, na Zona da Mata do Estado de Minas Gerais.

- Aos treze anos vai morar em Cataguases.

- Inicia como ator de teatro amador na revista “Ao Correr Da Fita”, em 1914.

- Mauro tocava violino e bandolim e fez um curso de eletromecânica por correspondência. Seu primeiro empreendimento foi uma oficina, responsável pela instala��o da eletricidade em muitas fazendas na Zona da Mata, e também construiu o primeiro aparelho de recep��o radiofônica da cidade onde morava. Vem dessa época a paixão pelo radioamadorismo, que conservou para sempre.

- Em 1916 mudou-se para o Rio de Janeiro, com o objetivo de trabalhar numa oficina de enrolamento de motores e transformadores. Paralelamente, foi atleta do Vila Isabel, time de futebol onde foi goleiro, jogador de xadrez e lutador de boxe e luta romana.

- Em 1918, depois de trabalhar na Ligth e no Lloyd Brasileiro, ainda no Rio de Janeiro, retornou a Cataguases, e, em fevereiro de 1920, casou-se com Dona Bebê (Maria Vilela de Almeida), sua única esposa durante toda a vida.

- Inicia no cinema com uma câmera em 9,5 mm, passando a fazer curtas como Valadão, O Cratera, em 1925.

- Depois, apoiados pelo comerciante Homero Cortes Domingues, iniciaram a produ��o de Os três irmãos, que não chegou a ser concluído. Com a adesão de Agenor Cortes de Barros, a equipe formalizou a cria��o da empresa produtora Phebo Sul America Film.

- Seu primeiro longa metragem data de 1926, Na Primavera Da Vida. Com ele surgiu a primeira musa do cinema brasileiro, Eva Nil, filha de Pedro Comello, que abandonou a carreira artística rapidamente.

- O filme seguinte, Thesouro perdido, foi um dos preferidos de Mauro. No elenco, além da sua mulher que trabalhou com o pseudônimo de Lola Lys, em sua única incursão cinematográfica, atuou seu irmão Chiquinho, no papel de galã, e o próprio cineasta, interpretando o vilão. Foi nessa ocasião que Comello deixou de participar da equipe e Mauro, juntamente com os outros dois sócios, decidiram transformar a produtora em sociedade anônima para captar recursos.

- Empreendedor pioneiro, realizou filmes nos vários momentos em que o cinema de fic��o parecia nascer ou renascer das próprias cinzas - do ciclo regional em Cataguases nos anos 20 (5 filmes), passando pelo sonho conjunto com Adhemar Gonzaga na Cinédia entre 30 e 33 (3 filmes), onde dirigiu seu filme mais conhecido e reconhecido - Ganga Bruta (1933), com música de Radamés Gnatalli e do próprio cineasta e a participa��o da conhecida atriz Déa Selva.

- Voz do Carnaval - inspirado numa história de Joracy Camargo, o filme lançou Carmem Miranda no cinema e foi o último trabalho de Mauro para a Cinédia.

- Depois de ter enfrentado dificuldades financeiras por causa das poucas oportunidades de trabalho oferecidas pelo mercado cinematográfico, Mauro aceitou dirigir alguns documentários para Carmen Santos. Entre 1934 e 1935, filmou As sete maravilhas do Rio de Janeiro, Inaugura��o da Sétima Feira Internacional de Amostras da Cidade do Rio de Janeiro, General Osório e Pedro II.

- Realizou com a atriz e produtora Carmen Santos seu filme de maior sucesso de público - Favella dos meus amores (1935) - e Cidade mulher (1936), ambos perdidos num incêndio da Brasil Vita Filmes.

- Em 1937, dirigiu O Descobrimento do Brasil para o Instituto do Cacau da Bahia. Em 1940, fez Argila.

- Em 1952, criou seu próprio estúdio, o Rancho Alegre, reatando os laços com a cidade natal, Volta Grande, onde filmou Canto da saudade, seu último filme longo.

- Em 1974, Carro de Bois foi o último filme.

- Entre 1936 e 1967 foi o cineasta responsável pela realiza��o de 357 filmes do Instituto Nacional de Cinema Educativo, criado pelo Ministério da Educa��o e Saúde de Gustavo Capanema e dirigido pelo antropólogo Edgard Roquette-Pinto até 1947. Se os catálogos dão conta dessa quantidade de filmes, é possível assistir a 80 deles, entre os acervos da Cinemateca Brasileira em São Paulo e o CTAV - Centro Técnico Audiovisual da Funarte no Rio de Janeiro. Muitos dos filmes se perderam ainda na vigência do próprio INCE, por problemas de conserva��o, mas restam ainda muitas matrizes conservadas que podem vir a ser tornadas positivos.

- Como ator, participa de muitos filmes, sendo sua estréia em 1926 no filme Dois Irmãos. Destacam-se ainda Labios Sem Beijos (30) e O Descobrimento Do Brasil (37).

- Depois de se aposentar no INCE, realizou entre os anos de 1952 e 1967, dezenas de curtas-metragens. Mas sua contribui��o ao cinema brasileiro não se esgota aí. Mauro foi ator em Memória de Helena (David Neves, 1969); autor dos diálogos em tupi-guarani de Como era gostoso o meu francês (Nélson Pereira dos Santos, 1971) e Anchieta, José do Brasil (Paulo Cesar Saraceni, 1978); e colaborou, ainda, no argumento e no roteiro de A noiva da cidade (Alex Viany, 1979).

- Falece dia 5 de Novembro de 1983, aos 86 anos de idade, na cidade onde nasceu, e coincidentemente, na data em que se comemora o dia Nacional da Cultura, do Cinema Brasileiro e do Radioamador.

*Observa��o: A lista de curta-metragens ainda não se encontra completa. Está apenas no ar devido ao grande número de pedidos, em carácter extraordinário.

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