A Grande Noitada

Tristão Roque Brasil é um rico industrial do ramo de alimentos. Seu lema sempre foi "Trabalho e Honestidade". Mesmo assim amarga uma derrota nas eleições para prefeito. Nesse mesmo dia Tristão sofre uma ameaça de enfarte quando sua fábrica quase lança no mercado um produto estragado. É salvo pela secretária Brunhilde.
Em casa sua vida é triste com a frieza da esposa Nedda e a ganância dos filhos. Ele se refugia nas óperas. Em total solidão, Tristão vai a uma récita de gala da ópera Elixir do Amor. Antes passa pelo salão do Bartolo para uma aparada nos cabelos e nas unhas. Lá se envolve com Mimi, manicure sempre à beira da marginalidade.
Ficha Técnica
Título original: A Grande Noitada
Gênero: Drama
Duração: 100 min.
Lançamento (Brasil): 1997
Distribuição: Riofilme
Direção: Denoy de Oliveira
Roteiro: Denoy de Oliveira
Assistente de Direção: Jurema Carvalho
Produção Executiva: Sara Silveira e Maracy
Mello
Produção: Palmares Arte Cinema Video
Direção de produção: Sara
Silveira, Siomara Blumer
Música: Caíto Marcondes
Letras: Denoy de Oliveira
Som: Miguel Angelo
Fotografia: Claudio Portioli
Direção de Arte: Rui de Oliveira
Edição: Mauro Alice
Elenco
Othon Bastos
Silvia Pompeo
Esther Góes
Luciano Chirolli
Augusto Pompeo
Ítalo Rossi
Carlos Capelety
José Rubens Chacha
Maracy Mello
Graça Berman
Júlio Calasso
Henrique Lisboa
Maria Alice Vergueiro
Renato Borghi
Flávio Portho
Ruthinéia de Moraes
Vicentini Gomes
Pôsters
Premiações
- Prêmio Especial da Crítica e Ator Coadjuvante (Augusto Pompeo), XXX Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, DF, 1998.
Curiosidades
- Último filme de Denoy, que morreria sem ver a estréia do filme.
- Sinopse extendida:
Tristão Roque Brasil é um rico industrial do ramo de alimentos. Seu lema sempre foi "Trabalho e Honestidade". Mesmo assim amarga uma derrota nas eleições para prefeito. Nesse mesmo dia Tristão sofre uma ameaça de enfarte quando sua fábrica quase lança no mercado um produto estragado. É salvo pela secretária Brunhilde.
Em casa sua vida é triste com a frieza da esposa Nedda e a ganância dos filhos. Ele se refugia nas óperas. Em total solidão, Tristão vai a uma récita de gala da ópera Elixir do Amor. Antes passa pelo salão do Bartolo para uma aparada nos cabelos e nas unhas. Lá se envolve com Mimi, manicure sempre à beira da marginalidade.
Pela primeira vez Tristão prevarica e sai pela noite com Mimi. Mas, em meio à noitada, o industrial tem um novo ataque e desta vez, morre.
Mimi, que está em liberdade condicional, se desespera. Ela pede ajuda a dois amigos, Carlito, um homossexual performático, e Cavernoso, agente funerário, ventríloquo, corcunda e dono de bela voz. Eles tentam se livrar do corpo de Tristão, mas são interceptados pelo investigador Butuca. A situação é salva por Cavernoso, que "ventriloca" Tristão, de quem Butuca é admirador. Vão para a boate onde Carlito trabalha como transformista. Levam o corpo de Tristão, como se ele estivesse embriagado.
Na boate surgem dois casais bêbados amigos de Tristão. Cavernoso continua dando vida ao morto. Mas com sua irreverência provoca uma briga. O conflito se generaliza e finalmente os três saem da boate levando o industrial. Eles entram em contato com Nedda. Marcam um encontro numa estrada deserta. Nedda leva Zuniga Scarpia, comissário de polícia e um de seus amantes. Butuca também aparece. Nedda, para desespero de Butuca, decide que deverá ser simulado um acidente.
Com isso fica defendida a lenda de Tristão Roque Brasil. Seu corpo é "arrumado" pelos três amigos dentro do carro e jogado num barranco da estrada. Eles se despedem emocionados do companheiro de "farra" enquanto uma lágrima brota e desce dos olhos abissais de Tristão Roque Brasil.