Fragmentos da Vida
1 jun 2013
São Paulo é uma metrópole em crescimento. Num imóvel em construção, um operário agonizando, depois de um acidente, prega a seu filho as virtudes do trabalho honesto, mas seu conselho não é ouvido. Transformado em vagabundo, o jovem frequenta más companhias. O inverno está forte e é melhor ficar em lugar quente, mesmo que seja na prisão. Para ser preso, ele vai comer em um restaurante sem dinheiro para pagar. Nem o roubo, nem uma brutal tentativa de sedução, alcançam o resultado esperado. A tentativa seguinte será, portanto, provocar um escândalo numa igreja. O ambiente de recolhimento e as palavras do padre levam-no entretanto a uma tomada de consciência: fiel enfim à lembrança de seu pai, ele se decide a procurar um emprego. Na saída, a prisão não mais desejada, o espera. A imprensa nos informará do suicídio do vagabundo em sua cela.
Ficha Técnica
Título original: Fragmentos da Vida
Gênero: Drama
Duração: 30min.
Lançamento (Brasil): 1929
Estúdios: Estúdio Joaquim Garnier
Direção: José Medina
Roteiro: José Medina
Produção: Gilberto Rossi
Co-produção: Rossi Filme e Medifer (José Medina e Carlos Ferreira)
Fotografia: Gilberto Rossi
Câmera: José Medina
Cenografia: José Medina
Montagem: Rossi Filme
Elenco
Carlos Ferreira (Operário e vagabundo)
Áurea de Aremar (Moça)
Alfredo Roussy (Malandro)
Remo Cesaroni
Medina Filho (Vagabundo quando criança)
Pôsters
Premiações
-
Curiosidades
- Baseado no conto Sabão (Soap), de O.Henry.
- Exibido em São Paulo de 06 a 08.12, no Odeon - Sala Vermelha; de 10 a 12.12, no Roial; de 11 a 12.12, no Odeon - Sala Azul; de 12 a 15.12, no Brás-Politeama; de 14 a 15.12, no Capitólio; de 18 a 19.12, no Mafalda e de 19 a 20.12, no Santo Antonio e no Astúrias, todas as datas referem-se ao ano de 1929.
- Alfredo Roussy era o nome artístico de Farid Riskalla.
- Lançamento em 22 de junho de 1929, no Odeon - Sala Vermelha, São Paulo.
- Cópia depositada na Cinemateca Brasileira. "O maior filme paulista do período mudo no Brasil, perdendo apenas para o Humberto Mauro, de Cataguases. Partindo de um original americano de ‘O Henry’, José Medina o adapta às circunstâncias brasileiras. É um trabalho sólido, acima do nível brasileiro, mediando o europeu e, às vezes, o americano. Rude, direto, poucas vezes meloso, sempre acompanhado de grande poesia. Interpretações de forte cunho dramático, que muito ajudam a receptividade que o filme obtém ainda hoje. A fotografia do seu grande colaborador Rossi forma um anel participativo na história daqueles deserdados. Hoje, além disso, fazem parte das indicações que temos sobre a paisagem paulistana dos fins dos anos 20. Um dos raros exemplos do cinema mudo brasileiro que podem ser exibidos ao lado de estrangeiros sem precisar de apresentação piedosa." - comentário do professor Máximo Barro.
Fotos
Outras Noticias
1 out 2015
Conheça curtas na programação competitiva do Entretodos 8
28 set 2015
XI Panorama Internacional Coisa de Cinema revela curtas
28 set 2015
Entretodos, Festival de Curtas de Direitos Humanos chega em outubro
23 set 2015
Big Jato de Cláudio Assis é vencedor do Festival de Brasília
22 set 2015
Festival Animaldiçoados chega em São Paulo




Você precisa fazer log in para comentar.