
Nas terras do avô Simeão, Ponciano passou sua infância sob a influência de tia Sinhá, velha rezadeira. Adolescente, é enviado a Campos, de onde volta Alferes da Guarda Nacional, mas sem diploma, por se interessar mais pelas moças do que pelo estudo. Com a morte do avô, Ponciano herda a fazenda e é feito coronel. Mas o tempo passa e Ponciano se sente só. Pede em casamento várias mulheres, mas é repudiado por todas. Retira uma sereia do mar e só não casa com ela porque as partes de baixo não têm serventia. Por vingança, a sereia leva para o fundo do mar o gato de estimação de Ponciano. Decepcionado com a vida rural, volta à cidade, onde se torna grande comprador de açúcar. Mas, cercado de amigos inescrupulosos, acaba falindo. Desiludido, regressa para a fazenda levando consigo um sabiá laranjeira, seu único bem. Com uma espingarda imaginária nas mãos, defende até a morte a herança do avô, Simeão, enfrentando inimigos inventados por sua loucura.