Vereda da Salvação

Manoel, líder de um grupo de camponeses, se vê desesperado quando a estrada grande passa pelas terras dos camponeses. Tudo vira uma anarquia e começam a aparecer donos da terra de todos os lados. Sem dinheiro para comprar arame farpado e cercar as propriedades, de repente os camponeses percebem que eles é que estão cercados. E para continuar, foi preciso morar de favor. Os camponeses, que vivem afastados da civilização, sentem-se desiludidos das promessas não cumpridas e voltam-se contra seu líder.
Ficha Técnica
Título original: Vereda da Salvação
Gênero: Drama
Duração: 100min.
Lançamento (Brasil): 1965
Estúdios: Companhia Cinematográfica Vera Cruz
Distribuição: Cinedistri
Direção: Anselmo Duarte
Assistente de direção: Stênio Garcia e José Corbisier
Roteiro: Anselmo Duarte
Argumento: Jorge Andrade
Adaptação Cinematográfica: Jorge Andrade
Diálogos: Jorge Andrade
Produção: Anselmo Duarte
Assistente de produção: José Corbusier
Direção de produção:
Co-produção: Anselmo Duarte Produções Cinematográficas
Música: Diogo Pacheco
Som: Antônio Vitale
Fotografia: Ricardo Aronovich
Câmera: Ricardo Aronovich
Assistente de câmera: Hugo Kusnetzoff e Osvaldo de Oliveira
Fotos de cena: José Amaral
Desenho de produção: José Pereira da Silva
Direção de arte:
Figurino:
Edição: Mauro Alice
Eletricista: Girolano Bruno e João Carlos Sagatio
Maquinista: Pio Zamuner
Instrumentistas: Antônio Barbosa Lima (Viola)
Elenco
Raul Cortez
Lélia Abramo
José Parisi
Esther Mellinger
Margarida Cardoso
Stênio Garcia
José Pereira
Áurea Campos
Yola Maia
Maria Isabel de Lizandra
Áurea Paiva
José Fregolente
Alda Maria
Maria Ester Calipá
Sílvia Sbânio
José Manir
José Sbânio
Anita Sbânio
Maria Silva
Terezinha Cubana
Eugênio Nascimento
Potiguar Lopes
Pôsters
Clique nos cartazes para vê-los ampliados em uma nova janela.
Premiações
- Melhor Fotografia (Ricardo Aronovich) e Menção Honrosa (Esther Mellinger e Raul Cortez), I Semana do Cinema Brasileiro, DF, 1965
- Melhor Diretor e Música (Diogo Pacheco), Prêmio "Governador do Estado de São Paulo", SP, 1965
- Melhor Ator (José Parisi) e Melhor Roteiro (Anselmo Duarte), Prêmio "Cidade de São Paulo", Júri Municipal de Cinema, SP, 1965.
Curiosidades
- Baseado na peça teatral de autoria de Jorge Andrade.
O primeiro filme de Anselmo depois de ganhar a Palma de Ouro em Cannes pelo O pagador de promessas.
- Sinopse extendida:
Manoel, líder de um grupo de camponeses, se vê desesperado quando a estrada grande passa pelas terras dos camponeses. Tudo vira uma anarquia e começam a aparecer donos da terra de todos os lados. Sem dinheiro para comprar arame farpado e cercar as propriedades, de repente os camponeses percebem que eles é que estão cercados. E para continuar, foi preciso morar de favor. Os camponeses, que vivem afastados da civilização, sentem-se desiludidos das promessas não cumpridas e voltam-se contra seu líder. Nessa hora aparece Joaquim, um líder religioso que prega a salvação do grupo através da humilhação e da auto-flagelação e exorta os ignorantes camponeses. Manoel nada pode fazer no sentido de chamar os camponeses à realidade. O misticismo toma conta de todos e, ignorantes que são, tornam-se fanáticos por um falso filho de Deus que os domina e os transforma em seres brutais, capazes dos piores crimes em nome da nova religião. Desiludidos das compensações materiais, vivem como primatas, são presas fáceis do histriônico Joaquim.
- Fonte do cartaz, Cinemateca.